Juiz inocenta acusados de executar sitiante na cidade
Os seis suspeitos do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o sitiante José Soares, o Zezão, ocorrido em julho do ano passado na chácara da vítima, na estrada do Ararão em Tangará da Serra (a 230 quilômetros da Capital), foram inocentados pela Justiça. O juiz da Vara Única de Tangará da Serra, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, entendeu que não havia provas suficientes para condenar os seis denunciados. Após a decisão, foram colocados em liberdade Wilson Rodrigues, popularmente conhecido como Nô, e seu filho, João Ricardo Rodrigues, além de Antônio Miranda, o Tonho, Gilmar Francisco da Silva, o Gil, Marquinhos e Ananias Lopes dos Santos Júnior, o Juninho, todos denunciados pelo crime. Os advogados Bento Filho e Heliza Gomes Durante, que atuaram na defesa de Marcos Gomes e Antonio Miranda, explicaram que desde o início dos trabalhos sempre acreditaram na inocência de seus clientes, uma vez que as provas eram frágeis. A decisão corajosa e justa do magistrado é uma forma de demonstrar como fazer justiça, lembraram os advogados. O corpo do sitiante foi encontrado boiando numa das lagoas da estação de tratamento de esgoto de Tangará. Ele foi encontrado amarrado a uma roda de caminhão, que não impediu que boiasse. Durante as investigações, os suspeitos foram presos e indiciados por latrocínio e ocultação de cadáver. (AR)