As pessoas que tiveram as guias falsificadas deverão pagar novamente as custas judiciais. A informação é da coordenadora do Gaeco, promotora Eliane Maranhão. Até agora, o número de processos irregulares não está contabilizado, mas deverá ser uma quantidade significativa, uma vez que somente num primeiro lote, serão periciados cerca de quatro mil processos. O Estado não recebeu o valor das custas e ele tem direito a receber esse valor. Alguém vai ter que arcar com os custos. Pode ser o escritório de advocacia que está defendendo a causa ou os próprios envolvidos (com a fraude), assegurou. A representante do Gaeco esclareceu que, mesmo com o pagamento fraudulento, o processo teve o trâmite normal. A falsificação é de alta qualidade. Só foi mesmo descoberta porque o dinheiro não apareceu no setor de arrecadação. As buscas e apreensões na quitinete do esquema criminoso e nos escritórios de advocacia foram acompanhadas por uma equipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para a promotora, é uma forma de demonstrar que os trabalhos são feitos de uma forma transparente. Para não ficar dúvidas, um cinegrafista do Ministério Público Estadual gravou toda a operação. (AR)