À Polícia Civil, o adolescente contou que desde os 10 anos já participava de ações criminosas em companhia de outros menores, no bairro CPA. A mãe, que o acompanhou no Plantão Metropolitano, não comentou a declaração do filho. O adolescente, no entanto, não forneceu detalhes dos assaltos que praticava naquele bairro. De lá, mudou-se para o Santa Isabel. Policiais lembraram que somente a partir dos 12 anos é que adolescentes infratores são encaminhados para a Polícia. Para comprar o revólver usado no assalto, ele disse ter conseguido economizar R$ 700. As doações que recebia da mãe e dos parentes ele colocava num cofrinho. Em cerca de um ano e alguns meses, segundo ele, conseguiu os R$ 700. A partir daí, começou a pesquisar preços para a compra do revólver. Comprei numa lanchonete do bairro. Paguei R$ 700. A arma é uma máquina, definiu o adolescente. A princípio, comprou o revólver para se defender do fogo cruzado entre as duas gangues do bairro - gangue de cima e gangue de baixo. Não participo de nenhuma delas. Nem vou onde esse pessoal se encontra. O que faço é ficar longe. Não gosto deles, não. Então, comprei o revólver só para me proteger, garantiu. (AR)