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POLÍCIA
Sábado, 08 de Outubro de 2011, 13h:26

SINOP

Fazendeiro acusado de matar esposa deve ir a julgamento

ANGELA FOGAÇA
Especial para o Diário/Sinop
O fazendeiro e empresário Moacir Bachiega, acusado de assassinar a esposa Rosilene da Silva Bachiega, 38 anos, deverá ir a júri popular. Na próxima terça-feira o crime completa um ano. O assassinato aconteceu na casa do casal, no Jardim Maringá, bairro nobre de Sinop. Segundo o assistente de advogado de defesa da família de Rosilene, Héber Stábile, no dia 14 deste mês, será realizada a audiência de instrução de julgamento em que serão colhidos os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa e a acusação. O empresário também deverá ser ouvido pela Justiça. “A partir daí, o processo será encaminhado mais rapidamente para que culmine com o julgamento do réu”, explicou Stábile. Moacir Bachiega chegou a ficar preso por dois meses, mas está em liberdade aguardando o desenrolar do processo. No inquérito policial, o acusado foi indiciado por homicídio duplamente qualificado. Ele teria utilizado de recursos que dificultaram a defesa da vítima, que estava de costas quando foi atacada a facadas. Rosilene e Moacir estavam se separando, mas ele não aceitava o fim do casamento. Depois de um final de semana que passou em Colíder, ela voltou para Sinop e, ao chegar em casa, os dois teriam discutido e, em seguida, ocorrido o crime. De acordo com a perícia do Instituto de Criminalística, Rosilene da Silva levou cerca de sete facadas e teve parte de um dos braços dilacerados por uma mordida. Após ter esfaqueado a esposa, o fazendeiro tentou suicídio. Ele estava com cortes no pulso e no peito. Foi socorrido e encaminhado ao Pronto-atendimento, onde recebeu os primeiros socorros e transferido para um hospital. “Tem que existir justiça, acima de tudo, e o caminho é o Tribunal do Júri, que vai saber dirimir com competência esse julgamento”, disse o advogado. A família da vítima, que mora em Colíder, pede por Justiça, uma vez que o acusado está em liberdade. Conforme Stábile, existe um recurso em sentido estrito em andamento, interposto pelo Ministério Público (MP), e como assistente de acusação, espera que seja julgado procedente pelo Tribunal de Justiça, para que o réu aguarde o julgamento na prisão.

Edição EDIÇÃO 16965




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