Corte de fios de telefones levanta suspeita de roubo
FRANCIS AMOIRM
Da sucursal de Barra do Garças
As forças de segurança pública de Água Boa (736 quilômetros de Cuiabá, no Vale do Araguaia) entraram em alerta na madrugada de ontem com ações de uma possível quadrilha de assalto a bancos. Elementos não identificados cortaram fios da linha telefônica de um funcionário da agência do Banco Bradesco, linhas que davam acesso ao prédio do banco e deixaram mudos os telefones Centro Integrado de Segurança Pública e Cidadania (CISC), sedes das Polícias Militar e Civil. A ação foi considerada pela Polícia Civil como um plano de assalto, abortado com o disparo do alarme na empresa responsável pela segurança da agência bancária. De acordo com o chefe de Investigações da Polícia Civil em Água Boa, Luciano Dias Batista, os bandidos agiram por volta das 3 horas da manhã. Tudo leva a crer que o funcionário seria feito refém, disse o policial. Pelo que a Polícia Civil levantou até o final da tarde de ontem, a linha telefônica do funcionário, cujo nome está sendo mantido em sigilo, foi a primeira a ser cortada. Depois, eles cortaram as linhas telefônicas do CISC e, posteriormente, os fios que ligam ao Banco Bradesco. Se não fosse o alarme, provavelmente o plano teria sido colocado em prática, disse Luciano. Até agora a Polícia Civil não tem pista de quem possa ter arquitetado a ação. No início do mês de janeiro, o mesmo método foi utilizado por uma quadrilha que assaltou a agência do Banco do Brasil na cidade de Confresa. Os assaltantes cortaram a linha telefônica da casa da gerente, renderam familiares e levaram cerca de R$ 700 mil em dinheiro. Ação semelhante foi usada também nos assaltos a bancos na cidade de Campinápolis há pouco mais de dois anos. A polícia só descobriu que estava sem telefone porque a empresa de segurança não conseguiu acionar os policiais para informar sobre o fato.