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POLÍCIA
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011, 20h:43

‘CAVEIRA’

Bope celebra 23 anos, mas não fala de episódios frustrantes

DHIEGO MAIA
Da Reportagem
O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar insiste em não comentar a sequência de treinamentos militares frustrados que culminaram na morte do militar alagoano Abinoão Soares de Oliveira, por afogamento em abril de 2010, e na perda da mão direita do agente prisional Adão Ramos da Silva, de 50 anos, ocorrida em dezembro do ano passado. Ontem, em comemoração aos 23 anos da corporação, o comandante do Bope, Joanildo José de Assis, disse apenas que o “Bope passou por várias reestruturações e os casos estão sendo investigados pela Justiça”. Assis ainda destacou que todos os policiais militares selecionados para o Bope passam por um treinamento intensivo de imersão nas doutrinas do Batalhão com duração de quatro meses. Aquartelada, a corporação só atua em situações de crise, de manipulação de explosivos e com criminosos de altíssima periculosidade. Atualmente, o batalhão especializado conta com 100 homens e até a realização da Copa do Mundo o número pode chegar a 260. Na sede do Bope, agentes simularam ontem um assalto tático contra um ônibus de transporte coletivo. Na simulação, depois de esgotado todo o processo de negociação, homens especializados em situações de altíssima tensão invadiram o veículo, prenderam os assaltantes e liberaram as vítimas. Nesta última segunda-feira, um acontecimento real mobilizou os agentes do Bope em um supermercado de Cuiabá para retirar de perigo uma mulher que permaneceu por três horas sendo ameaçada por um homem armado com uma faca. A situação foi contornada com a equipe de negociação da polícia e com retaguarda dos agentes do Bope. SOCIAL – Como parte das comemorações, o Bope lançou um projeto que irá ministrar aulas de judô para 200 crianças carentes do bairro Centro América, em Cuiabá. “É uma forma de aproximação da corporação com a comunidade local”, avalia o comandante do batalhão.

Edição EDIÇÃO 16959




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