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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:10

OPERAÇÃO MARANELLO

Binho volta a ser fugitivo da Justiça

STF derrubou, por maioria dos votos, liminar que concedia liberdade ao advogado Edésio Ribeiro, acusado de comandar grupo especializado em tráfico

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria de votos, cassou a liminar concedida ao advogado Edésio Ribeiro Neto, o “Binho”, acusado de tráfico internacional de drogas. No julgamento do mérito, os ministros Luiz Fux e Carmem Lúcia entenderam que Binho não tinha o direito de ficar em liberdade. Por isso, ele voltou a ser considerado um foragido da Justiça. O advogado estava livre graças a uma liminar concedida pelo ministro Mauro Aurélio Melo, relator do processo e voto vencido. Com a decisão, Edézio Neto não tem mais onde recorrer. Em março do ano passado, os advogados de Binho entraram com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi negado. Binho estava foragido desde setembro de 2009, ocasião em que foi deflagrada a Operação Maranello por parte da Polícia Federal para o combate de tráfico de drogas da Bolívia por intermédio do Estado. Com o pedido de HC no STF, foram três os recursos de seus advogados em instâncias superiores. No dia 25 de fevereiro do ano passado Binho havia entrado com uma petição junto ao Tribunal Regional Federal 1ª Região. A liminar foi indeferida pelo desembargador Félix Fischer. Binho foi denunciado pelo Ministério Público Federal como o chefe do esquema de tráfico de drogas desarticulado durante a Operação Maranello. A polícia acredita que ele esteja escondido na Bolívia. A Operação Maranello, cuja investigação começou no início de 2009 pela Polícia Civil de Mato Grosso, ficou conhecida depois da apreensão dos quase 400 quilos de cocaína numa fazenda em Barão de Melgaço, que servia de pista de pouso para a chegada da droga. Depois de concluído o inquérito, o Ministério Público Federal denunciou 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema do tráfico, conforme o MPF, era comandando por um núcleo principal composto por Binho, pelo ex-policial militar Adonai, além de Wagner e Jackson. Edésio era quem arregimentava financiadores, administrava e distribuía a cocaína vinda da Bolívia, conforme a denúncia. Em novembro do ano passado, saiu a sentença de quatro envolvidos que estavam presos. O policial Wagner foi condenado a 25 anos de prisão e Adauto, a 11 anos. Também foram condenados Fernando Fernandes, a 6 anos por associação ao tráfico, e Mário Márcio Nascimento dos Santos, a 16 por tráfico internacional e associação ao tráfico. Todos estão presos, mas podem recorrer da decisão. Os demais denunciados aguardam julgamento em liberdade.

Edição EDIÇÃO 16965




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