MUNDO
Quinta-feira, 14 de Junho de 2007, 20h:49
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SEQÜESTRO
Restos de brasileiro chegam ao Brasil
Caixão com o corpo do engenheiro chegou ao Brasil na tarde de ontem e será sepultado em Juiz de Fora-MG, hoje
O caixão com os restos mortais do engenheiro João José Vasconcellos Júnior, desaparecido no Iraque em janeiro de 2005, chegou a São Paulo no fim da tarde de ontem e seguiu para Juiz de Fora (MG), onde será sepultado hoje. Embora a família de Vasconcellos já soubesse da localização do corpo há uma semana, a informação só foi revelada ontem pela construtora Norberto Odebrecht e o Itamaraty. Vasconcellos desapareceu em 19 de janeiro de 2005 depois que o comboio no qual viajava foi atacado entre as cidades de Baiji e Bagdá. A confirmação da identidade se deu por meio de exame realizado por peritos forenses, e a repatriação foi realizada com o apoio da Embaixada do Brasil no Kuwait. Nem a Odebrecht nem o Itamaraty deram detalhes sobre o local em que os restos foram localizados e a data do resgate. Citando uma irmã de Vasconcellos, a BBC Brasil informa que o engenheiro foi morto por "ferimentos diversos". Toda a operação que culminou na repatriação ontem foi cercada de sigilo, e os detalhes são mantidos sob reserva em altos escalões do Ministério das Relações Exteriores. "Não sei dizer por que razão há todo esse sigilo, mas suponho que a operação tenha envolvido riscos às pessoas que participaram, já que a situação no Iraque é de muito perigo", explicou um diplomata, sob a condição de não ter o nome divulgado. O funcionário disse que o Itamaraty trabalhou sempre com a possibilidade de que Vasconcellos estivesse vivo, mas que não houve pagamento de nenhum resgate. Segundo o diplomata, os restos mortais do engenheiro foram trasladados para o Kuwait, e dali para o Brasil. Por meio de nota, o Itamaraty destacou os esforços realizados pela diplomacia brasileira para que o paradeiro de Vasconcellos fosse descoberto. No texto, o governo expressa as condolências à família. FAMÍLIA A irmã do engenheiro, Isabel Vasconcellos, disse ser um momento muito difícil para a família, mas afirmou que o encontro é uma "conclusão". "Não resta dúvida de que o encontro [dos restos mortais] fecha um ciclo. No fundo, mãe e pai sempre têm esperanças, mas nós [irmãos] já acreditávamos que isso [a morte] tivesse ocorrido", afirmou. "É a constatação do que já esperávamos, após dois anos e meio de silêncio", lamentou.