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MUNDO
Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 20h:49

SÍRIA

ONU investiga abusos contra militantes

Uma ativista disse que os tanques avançam também no leste do país, na fronteira com o Iraque, onde o governo sírio alega ter acabado com tráfico de armas.

Um grupo de analistas da ONU (Organização das Nações Unidas) chegou ontem à fronteira da Turquia para investigar relatos de "abusos" contra militantes pró-democracia na vizinha Síria. Os analistas, do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, chegaram à província turca de Hatay, onde se instalaram os milhares de refugiados. Sua missão é "investigar os abusos" na Síria, disse à agência de notícias France Presse um membro da missão. Um ativista de direitos humanos citado pela agência diz que seis civis morreram ontem na cidade de Ariha, perto de Jisr al Shughur, nordeste da Síria, onde o Exército avança em sua ofensiva contra os oposicionistas. "As Forças Armadas prosseguem com as operações nas localidades próximas a Jisr al Shughur", afirmou a fonte. "Seis civis morreram na cidade de Ariha, mais ao leste, nas últimas horas", acrescentou o ativista, que não quis se identificar. Os tanques e tropas sírios avançam ontem para a cidade de Maarat al Numaan e outras vilas perto da fronteira com a Turquia e o Iraque, expandindo a ofensiva contra a revolta popular de 12 semanas no norte e leste do país. TANQUES Ativistas de direitos humanos relatam que tanques chegaram a Maarat al Numaan (norte) e outras vilas perto de Jisr al Shughour - cidade retomada pelas forças de elite sírias no último domingo. Othman al-Bedeiwi, professor de Farmácia em Maarat al Numaan, disse à agência de notícias Reuters por telefone que helicópteros estão deixando tropas em uma base em Wadi al-Deif, a vários quilômetros da cidade. "Nós nos encontramos com o governador [provincial] hoje (ontem) e ele garantiu que o Exército vai entrar na cidade apenas para prender 360 pessoas em uma lista. As pessoas de Maarat, contudo, estão céticas", disse o professor. "Meu nome está nesta lista para ser preso como um atirador. Eu nunca carreguei uma arma na minha vida". O ativista Mustafa Osso disse que os tanques avançam também no leste do país, na província de Deir el-Zour, na fronteira com o Iraque, onde o governo sírio alega ter acabado com tráfico de armas. A Síria mantém rígido controle sobre a atuação dos jornalistas e proibiu a maioria dos correspondentes internacionais de permanecer no país após o início das revoltas pela queda do ditador Bashar Assad. As informações chegam assim via ativistas e moradores e não podem ser confirmadas de maneira independente.

Edição EDIÇÃO 16959




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