MUNDO
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009, 20h:07
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FILIPINAS
Ofensiva contra guerrilha deixa ao menos 54 mortos
As tropas do Exército das Filipinas lançaram uma grande ofensiva contra guerrilha do país e tomaram controle de dois acampamentos de militantes ligados à rede terrorista Al Qaeda na floresta na mais violenta batalha deste ano. O confronto, que durou mais de oito horas, deixou ao menos 23 soldados e 31 guerrilheiros mortos. A batalha, descrita por um comandante filipino como violenta troca de tiros, não deve afetar o movimento islâmico radical no país, alertam analistas, que preveem uma batalha longa contra a influência da Al Qaeda no país. Os soldados mataram ao menos 31 guerrilheiros durante uma ofensiva na base do grupo rebelde Abu Sayyaf, no interior da ilha de Basilan (sul), afirmou o brigadeiro-general Rustico Guerrero. "Baseado neste incidente apenas, seria prematuro dizer que temos a conclusão da neutralização do Abu Sayyaf", disse Mars Buan, analista da consultoria de risco Pacific Strategies and Assessments. "No passado, o Abu Sayyaf sofreu número maior de mortes, mas permaneceu como uma séria ameaça no sul do país", completou. A batalha deixou ainda 23 soldados mortos e outros 20 feridos, afirmou Guerrero, que descreveu o confronto como um dos maiores desde 2007 --quando 15 soldados e 40 rebeldes foram mortos em Basilan. "Nós lançamos uma operação decisiva contra a principal base de treinamento de Abu Sayyaf em Basilan, mas encontramos resistência pesada", disse. Os guerrilheiros, segundo o almirante Alexander Pama, fugiram para o interior da floresta. As forças de segurança encerraram a operação nesta quinta-feira e devem retomar somente amanhã a batalha contra os 150 membros restantes do grupo. "Foi uma batalha muito próxima, os dois lados praticamente lutaram mão a mão", disse Pama. A proximidade impediu que o Exército usasse ataques aéreos contra os militantes. "O mais importante é que nos destruímos a fábrica de bombas e o acampamento de treinamento deles", disse Pama. Abu Sayyaf é a menor, mas mais violento grupo de islâmicos radicais que lutam pela independência no sul do Estado. O grupo tem cerca de 350 seguidores, a maioria em Basilan e Jolo. O grupo tem ligação com o Jemaah Islamiah, considerado o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático e responsável pela maioria dos ataques terroristas na Indonésia, incluindo o ataque em Bali de 2002 e os ataques a dois hotéis de luxo em Jacarta no mês passado.