O número de mortes provocadas pelo tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas duas semanas atrás, subiu para mais de 5.200, informou ontem a Agência Nacional de Desastre, o que faz do supertufão o pior desastre natural na história do país. O tufão, um dos mais fortes já registrados em todos os tempos, provocou mais mortes e destruição do que uma tempestade em 1991 que matou 5.101 pessoas em Ormoc, na mesma província de Leyte que foi devastada pelo Haiyan. O número exato de mortes divulgado nesta sexta-feira é 5.209. Eduardo del Rosario, diretor-executivo do Conselho Nacional de Redução de Risco e Gerenciamento de Desastre, disse que cerca de 23.500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.600 ainda estão desaparecidas devido ao tufão, que também deixou mais de 4 milhões de desabrigados. Os danos a plantações e a infraestrutura foram avaliados em 12 bilhões de pesos (274 milhões de dólares). A maioria das vítimas morreu afogada ou atingida pelo desabamento de estrutura e de árvores. Segundo as autoridades, o número de mortos ainda deve subir, já que apenas 52 por cento da cidade de Tacloban teve os escombros retirados. CHINA Duas pessoas morreram na passagem do ciclone Helen pelo sudeste da Índia, onde centenas de milhares de pessoas foram retiradas de suas casas por precaução. No momento da chegada do ciclone, parte do estado rural de Andhra Pradesh, sudeste do país, sofreu com fortes chuvas, acompanhadas de ventos de 70 km/h. Helen é um ciclone menos potente que o Phailin, que atingiu a costa leste da Índia em outubro e seguiu no sentido norte. Na passagem provocou 18 mortes e uma grande destruição, com ventos de até 200 km/h.