O vereador Armando Acuña foi o segundo dos cinco reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) resgatado ontem na missão humanitária que conta com a ajuda das Forças Armadas brasileiras. O anúncio foi feito pela mulher de Acuña, Nubia Segura. "Disse-me que estava bem, perguntou por sua mãe e disse que nos veríamos aqui", contou Segura, que falou com o marido por telefone enquanto o esperava em Bogotá. A conversa entre os dois foi ao ar em um programa de uma emissora de TV. Logo depois, o vereador falou, em entrevista a uma emissora de rádio do departamento de Huila, no sul da Colômbia, que irá lutar pela paz do país. "A grande proposta que tenho, assim que eu esteja livre, é convocar todos os colombianos pela unidade, pela paz e pela reconciliação", disse Acuña, após relatar que viveu "na própria carne os rigores da guerra". Acuña, 48, é membro do Partido Conservador e vereador de Garzón, cidade no sul da Colômbia. Ele foi resgatado da floresta em um helicóptero Cougar da Força Aérea do Brasil. Estava sob o poder das Farc desde maio de 2009. Após essa operação, a aeronave partiria para o operação de libertação de um segundo refém, o oficial da Marinha Henry López, 25. Os dois deveriam chegar a Florencia (a 600km da capital Bogotá) ainda na noite de ontem. A expectativa é que o resgate seja concluído no domingo, quando as Farc prometem libertar o major de polícia Guillhermo Soriano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel.