MUNDO
Segunda-feira, 01 de Junho de 2009, 20h:22
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MONTADORA
GM pede concordata e vai receberá mais US$ 30 bi
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
Da Agência Estado Washington
A GM entrou com pedido de concordata ontem, em um tribunal de Nova York. O presidente americano Barack Obama admitiu que o processo de reestruturação será "doloroso", mas prometeu uma GM mais competitiva e ágil. "O dia de hoje marca o fim da velha GM e o início de uma nova GM, que vai fabricar carros do amanhã - seguros, de alta qualidade e econômicos", disse. O governo vai injetar mais US$ 30 bilhões na montadora, além dos US$ 20 bilhões que já emprestou, e será acionista majoritário da nova GM, com 60% de participação. Mas Obama tentou tranquilizar investidores preocupados com a interferência da Casa Branca, dizendo que os EUA são "acionistas relutantes" e que o governo não está interessado em "mandar na GM". Segundo Obama, a reestruturação e a ajuda do governo "vão dar a esse ícone americano uma oportunidade de voltar a crescer" A GM anunciou que vai demitir 20 mil funcionários, fechar 17 fábricas e centros de autopeças até o fim de 2011 e romper contrato com 2600 concessionárias. Além disso, pretende eliminar a marca Pontiac, vender a Hummer e a Saturn, que também entrou em concordata ontem. A Casa Branca espera que a GM vá emergir da concordata bem menor, mas lucrativa. Em seu discurso, Obama evitou falar em "concordata" - demorou 20 minutos para pronunciar a palavra - e tentou passar otimismo sobre a reestruturação. Segundo o plano de concordata, o Tesouro americano dará mais US$ 30 bilhões para a GM se reestruturar, e o governo canadense deve contribuir com US$ 9,5 bilhões. Na nova GM, inicialmente o Tesouro teria 60%, o governo canadense e do estado canadense de Ontario ficam com 12,5%, um fundo de assistência médica do sindicato teria 17,5% e os credores ficariam com 10%. Mas os detentores de títulos poderiam comprar mais 7,5% depois que a nova GM atingir o valor de mercado de US$ 15 bilhões - e mais 7,5% se o valor chegar a US$ 30 bilhões, chegando ao total de 25%. O sindicato, que inicialmente terá 17,5%, pode elevar sua participação para 20%, mas somente quando a GM estiver valendo US$ 75 bilhões. Quando o sindicato e os credores tiverem atingido suas participações máximas, o Tesouro e o governo canadense terão sua participação reduzida.