Espanha prende brasileiros acusados de falsificação
Numa investigação chamada de "operação carioca", a polícia espanhola prendeu ontem uma quadrilha de 16 brasileiros acusados de falsificar documentos europeus. O grupo atuava nas cidades de Madri e La Coruña, e já tinha lucrado em torno de 250 mil euros (cerca de R$ 625 mil) em cinco meses vendendo RGs e passaportes falsos a outros brasileiros. Com esta operação policial já são 12 as quadrilhas brasileiras de falsificadores desbaratadas na Espanha nos últimos 12 meses. Um balanço de 138 presos em 13 cidades. A operação dirigida pela Brigada Central de Falsificações da Polícia Nacional Espanhola começou no início do ano, quando os detetives encontraram pistas da venda de RGs e passaportes portugueses e italianos nas ruas de Madri e La Coruña. A quadrilha oferecia a imigrantes brasileiros em situação ilegal um RG por 200 euros, e passaporte por 3 mil euros. No passado dia 3 de junho foi feita a primeira blitz, com a prisão de dois membros da quadrilha. Eles contaram que outras 14 pessoas estavam envolvidas e que os dois chefes estavam de viagem marcada para fugir para o Brasil. Os acusados de liderar o grupo são D.M.V., de 28 anos, e A.F.R, de 24 (a polícia só divulgou as iniciais). Eles criavam as falsificações no apartamento onde moravam, na capital espanhola.