O dirigente da organização terrorista ETA, José Ignacio de Juana Chaos, condenado a três mil anos de prisão pelo assassinato de 25 pessoas e a outros três por ameaças, saiu ontem da prisão após cumprir apenas 21 anos atrás das grades. De Juana Chaos, um dos "etarras" mais sanguinários da história da ETA, deixou ontem a prisão de Aranjuez, em Madri, às 7h26 locais (2h26 de Brasília) após cumprir toda a pena de três anos, imposta pela Corte Suprema espanhola em fevereiro de 2007. Dois advogados do dirigente foram buscá-lo na prisão, acompanhados de sua mulher, Irati Aranzabal. Apesar de ter iniciado uma greve de fome no último dia 16, Chaos saiu da prisão caminhando sozinho e sem mostrar aspecto de quem não comeu. A Guarda Civil espanhola destacou um amplo dispositivo de segurança nos arredores da prisão por ocasião da saída da prisão do terrorista, para prevenir qualquer incidente inesperado. O governo espanhol expressou preocupação e disse esperar que Inaki passe a agir dentro da lei. "Esse indivíduo gera uma perfeitamente compreensível sensação de desprezo por parte do primeiro-ministro, assim como de todos os cidadãos", disse o premiê Jose Luis Rodriguez Zapatero. O governo de Zapatero interrompeu tentativas de conversas de paz com o ETA após culpar o grupo pelo ataque a bomba em 2006 do aeroporto de Madri, no qual duas pessoas morreram.