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ILUSTRADO
Sábado, 06 de Outubro de 2012, 18h:38

ANIVERSÁRIO

Masp completou 65 anos irradiando cultura

Museu de Arte de São Paulo, fundado em 1947, e com um acervo de cerca de oito mil peças, viveu momentos especiais na semana que passou

O Museu de Arte de São Paulo comemorou na última quinta-feira seus 65 anos. Várias iniciativas celebraram o aniversário e, no exato dia, aconteceu uma apresentação especial, para convidados, da Filarmônica Bachiana do Sesi-SP, sob regência do maestro João Carlos Martins. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, prestigiou o evento. Inaugurado em 2 de outubro de 1947, o Masp possui cerca de oito mil peças, num acervo em que se destacam as pinturas ocidentais, desde o século IV a.C. aos dias de hoje. O museu foi idealizado pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand, e Pietro Maria Bardi, italiano, que também era jornalista, além de crítico de arte. As primeiras obras a compor o acervo do Masp foram selecionadas pelo próprio Pietro Maria Bardi, em suas inúmeras viagens que fez à Europa acompanhado por Chateaubriand, quando visitaram várias capitais europeias logo após o fim da II Guerra Mundial. Além de museu, o Masp é um centro cultural que oferece diversas atividades ao público: escola de arte, ateliês, espetáculos de dança, música e teatro, palestras e debates, cursos para professores. O edifício-sede do museu é um ícone da cidade de São Paulo. Em 1982 foi tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e em 2003 pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao longo de sua história, o museu foi ponto de partida de instituições como a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a escola de artes da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e a Mostra Internacional de Cinema, cuja ideia também nasceu no Masp. Os filmes da mostra eram exibidos com exclusividade no museu em seus primeiros anos. O acervo do Masp, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1969, possui atualmente cerca de 8 mil peças, dentre as quais destacam-se as pinturas ocidentais, principalmente italianas e francesas, como de Rafael, Mantegna, Botticceli, Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall. No lugar há também uma grande coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola e flamenga, além de artistas ingleses e latino-americanos, como Diego Rivera. Dentre a coleção de artistas brasileiros, destacam-se Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior. Dentre as esculturas, destacam-se os mármores da deusa grega Higéia do século IV a.C. e a coleção de 73 esculturas de Degas, que só podem ser vistas integralmente no Masp, no Metropolitan Museum de Nova York ou no Museu D’Orsay, em Paris. Também destacam-se coleções de gravuras, fotografias, desenhos, arqueologia, maiólicas, tapeçaria e artes decorativas europeias, além de uma grande coleção de peças kitsch, também fazem parte do acervo do museu. O edifício sede do museu, com 11 mil m² divididos em cinco pavimentos e com vão livre de 74 metros, é um ícone da cidade de São Paulo.

Edição EDIÇÃO 16965




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