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ILUSTRADO
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011, 20h:48

MÚSICA

Marcio Aguinaga e o seu ETC&TAO

Um artista criativo e ousado e misturou suas influências e colocou no mesmo balaio samba, maracatu, baião, xote, tango, forró e baladas com um pano de fundo pincelado por blues, rock e jazz.

Parceiro de si mesmo, letra e música, o cantor e compositor Marcio Aguinaga está lançando o álbum ECT&TAO. O artista coleciona uma série de temas que retratem crônica do dia a dia. Apesar de romantismo e praticidade serem conceitos opostos, nas suas obras, Marcio dedica espaço igual a ambos. Ao mesmo tempo em que se declara um eterno apaixonado pela vida, não se limita apenas às delícias da felicidade, flertando também com a dor, sentimento comum aos que já viveram muitas histórias dessa Vida que segue..., título do seu CD anterior. Desde a juventude - vivida numa efervescente ponte aérea musical entre Brasil e Estados Unidos -, Marcio Aguinaga vem travando contato com várias expressões artísticas. Criativo, ousou e misturou suas influências e colocou no mesmo balaio samba, maracatu, baião, xote, tango, forró e baladas com um pano de fundo pincelado por blues, rock e jazz. Suas canções são uma verdadeira viagem às mais diversas expressões culturais. Essa mesma influência ele utiliza ao interpretar grandes clássicos da MPB, como “Volta por cima”, de Paulo Vanzolini, e “Sentimental demais”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, gravados nesse ETC&TAO, que traz dez faixas, oito delas autorais e inéditas. A banda que regularmente acompanha Marcio Aguinaga é formada pelos músicos Richard “Inglês” Brokaw (guitarra e violão), Guilherme Lopes (teclados, acordeom e vocais), Geferson Horta (baixo e vocais), Luisinho Sobral (bateria, percussão e vocais) e Beto Saroldi (sax e flauta). Nesse seu terceiro CD, o compositor contou ainda com a participação dos amigos Victor Biglione (violão nylon), Cecelo Frony (guitarra), Marcos Amma (percussão) e Nina Pancevski (back vocais). O AUTOR Desde a juventude, o artista (www.marcioaguinaga.com) vem depurando sua música entre idas e vindas aos Estados Unidos. Isso permitiu que suas influências passassem tanto pelo blues, rock e jazz na linha de Led Zeppelin, com pitadas de B. B. King, sutilezas da Nashville e moda de Chet tkins, quanto pela diversificada e rica MPB. Essa mistura possibilitou a formação do Black Zé, banda que chegou a ser conhecida no final dos anos 70. Com uma proposta centrada numa combinação do roquenrol com o suingue brasileiro, a banda rendia melhor ao vivo. Nos shows, super lotados, era comum encontrar na plateia jovens que vieram a formar o rock dos anos 80, como Lulul Santos, Lobão e Ritchie. Para uma galera que vivia em uma espécie de comunidade hippie da época, a falta constante de grana acabou levando ao inevitável fim do Black Zé. Com a parte que lhe coube do inventário dos equipamentos da banda, Marcio Aguinaga montou a base do que viria a se tornar a empresa de sonorização e iluminação Mago Produções, que teve papel de destaque na profissionalização dos shows no Brasil e que trabalhou com os maiores nomes da MPB, além de ter sido contratada para vários eventos internacionais. Após viajar por dez anos com o Mago em tantas excursões de outros artistas, Mario percebeu que estava irremediavelmente se afastando do que mais lhe agradava na música: seu dom de compor canções. Fim de mais um ciclo. Ele vendeu todo equipamento da empresa e voltou avidamente ao companheiro violão, reiniciando uma nova relação afetiva e produtiva. Em 1999, Mario reuniu os amigos do Black Zé e, juntos, fizeram uma temporada com apoteóticas apresentações da banda, agora com repertório acrescido das canções que ele vinha compondo. Mistura Fina, Ballroom, Hipódromo Up sediaram esses shows que juntaram o público antigo e que admirava a banda e também novos fãs. Gravaram o CD Só para os loucos. Claro que o revival durou apenas o tempo necessário para apontar um novo caminho solo que Marcio almejava. Desde então, ele vem preparando o desenho de um novo projeto - p MPBlues - mesclando o balanço e harmonias da MPB com o que há de mais sutil nos imortais blues. De lá para cá, nasceram o primeiro disco solo (Vida que segue...) e o segundo (este novíssimo ECT&TAO), ambos com dez faixas autorais. Seu trabalho passeia por temas do cotidiano como os encontros e desencontros amorosos, dilemas da família, crítica política e comportamental, alegrias e decepções da vida. Esses temas são tratados pela ótica de um compositor maduro, mas que não perdeu o olhar otimista dos que acreditam que os sonhos podem, sim, vir a se materializar. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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