ESPORTES
Sábado, 22 de Maio de 2010, 14h:32
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RUMO AO HEXA
Titulares de Dunga estão tranquilos
Com a ausência de astros no banco de reservas, os titulares mostram mais confiança para a disputa dos jogos da Copa
ANDRÉ CARDOSO
Da Agência Estado Curitiba, PR
Ao fechar a sua lista de 23 convocados, Dunga deixou de lado alguns astros como Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Optou por um grupo de operários, em que poucos são os destaques individuais. Ele também já tem o time titular praticamente definido para a estreia na Copa do Mundo. Mesmo porque os reservas da seleção nem ameaçam os 11 escolhidos para o jogo do dia 15 de junho contra a Coreia do Norte, em Johannesburgo. Se não surgir nenhum imprevisto no meio do caminho, o time para a estreia na Copa terá Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. É a mesma base que atuou nos últimos jogos da seleção, sem nenhuma surpresa e nenhuma contestação. O torcedor brasileiro já se acostumou com essa escalação e não vê muitos motivos para pedir mudanças entre os titulares. Serão três semanas de preparação até a estreia em campos africanos. Mas, apesar desse longo período, em que haveria tempo suficiente para buscar um espaço no time, não existirá disputa por posição na seleção de Dunga. Jogadores como Doni, Luisão, Josué, Júlio Baptista e Grafite sabem que serão reservas e que só entrarão em campo em alguma eventualidade, como contusão ou suspensão. Essa falta de sombra para os titulares costuma provocar a acomodação de jogadores de futebol. Mas Dunga acredita que seu time não sofrerá desse mal, pois confia no comprometimento e na seriedade que sempre pautou o grupo desde que ele assumiu o cargo em 2006 e com o qual conquistou o título da Copa das Confederações, da Copa América e o primeiro lugar nas Eliminatórias sul-americanas. O cenário poderia ser diferente se Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso ou Neymar, por exemplo, tivessem sido convocados. A presença deles no banco provocaria uma certa pressão por mudanças no time titular, ainda mais se o time não tivesse boa atuação nos primeiros jogos da Copa, como ocorreu em 2006 com Carlos Alberto Parreira. Agora, porém, Dunga não tem essa opção: os reservas não ameaçam ninguém. EXCEÇÃO - Um único nome do grupo que vai para a África do Sul parece não se encaixar nesse perfil dos reservas. É o lateral-direito Daniel Alves, que virou uma espécie de 12º jogador da seleção. Melhor opção no banco, ele pode entrar em diferentes posições, tornando-se uma peça capaz de alterar o esquema tático e a forma de jogar do time do Brasil. Ou ainda entrar no lugar de Maicon, caso o lateral titular não repita as boas atuações que vem tendo na Internazionale. DIVERSÃO - Nos cinco dias de reclusão em Curitiba, longe de parentes e de casa, os jogadores da seleção brasileira recorrem nas horas extras a alguns jogos disponíveis no centro de treinamento do Atlético. Eles têm autorização do técnico Dunga para disputar partidas de ping-pong, pebolim e de sinuca no salão de lazer do local, desde que não comprometam os horários de descanso estabelecidos pela comissão técnica. Faz parte da diversão do grupo o já tradicional bingo comandado pelo supervisor Américo Faria. Ele organiza a lista dos prêmios - não vale aposta em dinheiro - e é quem sorteia os números. Os jogadores, em geral, aprovam o bingo da seleção como uma atividade de integração da equipe. Mas há entre o grupo quem ache a brincadeira, às vezes, muito longa. Nos 40 quartos do centro de treinamento, há duas entradas para conexão com a internet. Os atletas estão municiados, em sua maioria, de laptops e aparelhos de telefone celular com múltiplas funções.