ESPORTES
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007, 19h:58
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Nadadores do Brasil torcem contra vento e chuva no Pan
HELENI FELIPPE
Da Agência Estado Rio
Os nadadores brasileiros começaram a treinar na piscina do Pan no domingo e, até então, só tinham encontrado sol e tempo bom. Mas o vento forte que soprou ontem no Rio, com rajadas de fazer um cronômetro gigante que estava na beira ir parar dentro da água, e a chuva que caiu à tarde (quando não houve treino) mostrou que fazer o Pan em um parque aquático ao ar livre pode causar transtornos. O prefeito do Rio, César Maia, disse que vai cobrir a piscina depois do Pan. Então, resta aos nadadores torcer para que vento, chuva e frio não se repitam nos dias das provas, a partir de segunda-feira. O projeto original do Parque Aquático Maria Lenk previa um complexo aquático indoor, no valor de R$ 206 milhões. Mas ele não foi construído. Uma briga jurídica entre a Confederação Brasileira de Automobilismo (o Maria Lenk fica dentro do autódromo de Jacarepaguá) e a Prefeitura atrasou o início das obras. O tempo ficou curto e o projeto foi encolhido, assim como todo o plano original para o complexo de Jacarepaguá. O Parque Aquático Maria Lenk, que custou R$ 74,8 milhões, tem piscina olímpica, outra de aquecimento e um tanque de saltos. Parcialmente coberto (apenas as arquibancadas), tem capacidade para oito mil pessoas, numa área de 42 mil metros quadrados. Das três últimas edições olímpicas, apenas a piscina de Atenas, na Grécia - os gregos também finalizaram as obras muito em cima da hora - não era coberta. Mas os parques aquáticos de Atlanta/1996 e Sydney/2000 eram indoor, assim como a piscina do último Mundial, em Melbourne (AUS), na Rod Laver Arena, onde é realizado o Aberto da Austrália de Tênis. Com sol, a piscina aberta é até mais bonita, mas nela não há controle da performance da competição. Num local fechado, não há interferência das condições climáticas e o nadador não pode culpar nada por sua performance. "Estamos na torcida para não entrar uma frente fria. Esse vento e a correnteza na água atrapalhariam muito os 50 m e os 100 m. Além do mais a musculatura do nadador fica contraída. Também pode atrapalhar a visualização do local das bandeirolas no estilo costas. Nessas condições é bem mais difícil nadar", observou o técnico Alberto Silva. "Nadar contra a correnteza é terrível. Nos outros dias, com tempo bom, não atrapalhou a piscina ser aberta, mas vento desse jeito complica", confirmou Tatiana Lemos, dos 100 metros livre. A velocista Rebeca Gusmão disse que já viu os árbitros atrasarem uma largada, em Atenas, por causa do vento forte. Chuva, com raio, também pode ser responsável por parar uma prova em uma piscina outdoor.