Murilo e Mário Júnior também celebram conquistas individuais
NATHALIA GARCIA
Da Agência Estado - São Paulo, SP
O título da Liga Mundial foi especial para dois jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei: Murilo e Mário Júnior, que foram eleitos o melhor jogador e o melhor líbero do torneio, respectivamente. Apesar de ainda eufóricos pela conquista na Argentina, os dois desembarcaram ontem no Brasil já de olho nos próximos desafios. Para Murilo, a honra recebida - e o prêmio de US$ 30 mil - faz parte de um trabalho progressivo e não se deve apenas ao seu desempenho nesta Liga Mundial. "O prêmio não foi só por esses jogos e por essas finais, mas por um trabalho que começou na seleção juvenil. Ter sido escolhido o melhor jogador foi resultado do meu desempenho no ano passado somado à campanha nesta Liga", afirmou o ponteiro. O ponteiro revela que não ficou totalmente surpreso com a escolha e que essa possibilidade já era apontada por seus companheiros de equipe. "Os meninos falavam que se o Brasil fosse campeão eu seria eleito o melhor jogador. Então, mais ou menos que esperava", disse Murilo. Já Mário Júnior, que entrou na equipe nesta temporada com a responsabilidade de substituir o titular absoluto Serginho - afastado por conta de uma cirurgia de hérnia de disco -, acredita que título foi recompensa por toda pressão e responsabilidade envolvida no torneio. "Este prêmio é fruto de um trabalho com a seleção de melhorar posicionamento de defesa, passe. Na minha posição sou só eu. Tenho que estar bem, e ter a confiança do chefe (o técnico Bernardinho)", explicou. Murilo agora espera que o feito na Liga Mundial sirva de preparação para o Mundial, que será disputado entre 25 de setembro e 10 de outubro, na Itália. Ainda assim, constata que o time tem uma difícil missão. "Não vamos nos iludir, o Mundial é muito mais difícil. A Liga permite que você perca, o que não acontece no outro campeonato. Mas acho que as seleções não devem fugir muito do que apresentaram na Liga", disse o ponteiro.