ESPORTES
Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010, 19h:30
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SÃO PAULO
Dagoberto reclama de perseguição
Jogador diz que existe complô para prejudicá-lo dentro do clube e afirma ainda não entender os motivos de tamanha perseguição
GIULIANDER CARPES
Da Agência Estado - São Paulo, SP
Dagoberto resolveu comprar briga com a diretoria são-paulina e com o capitão Rogério Ceni. O atacante está insatisfeito com a perseguição interna desde que o São Paulo foi eliminado da Copa Libertadores da América pelo Internacional e ele passou a ser considerado dentro do clube como um dos jogadores que menos se doaram em campo no confronto. Perdeu lugar no time e nesta quinta, diante do Atlético-GO (vitória por 2 a 1), no Morumbi, o técnico Sérgio Baresi preferiu improvisar Marlos no ataque a escalá-lo de novo como titular. Depois de marcar o gol que deu a primeira vitória à equipe desde a eliminação na competição continental, desabafou. "Queria entender o que acontece. Procuro respostas", disse o atacante. "É fato que alguém no São Paulo quer me prejudicar. Alguma coisa está errada. Só eu fui retirado da equipe após a eliminação na Libertadores." A diretoria do São Paulo queria a saída de Dagoberto do clube. Tentou negociá-lo na última janela de transferências para o exterior, mas o jogador não quis sair e o desconforto aumentou. "No passado, tive propostas muito maiores e não me venderam. Agora que surgiu uma proposta pequena da Ucrânia quiseram me empurrar", reclamou o atacante. "Eu tenho mulher e filha que dependem de mim e não vou para qualquer lugar. Se desagradei a alguém, paciência. Quero sair do São Paulo por cima e não da forma como querem que eu saia." A solução para a desavença não está próxima. A situação de Dagoberto é delicada. Mesmo dentro do próprio elenco, poucos companheiros o apoiam. Rogério Ceni, que nunca teve muita simpatia pelo atacante, ficou indignado com a atuação descompromissada do jogador na Libertadores. E ninguém quer contrariar o capitão. "O Rogério tem uma autonomia difícil de ser questionada no São Paulo. Tenho minha posição, mas não vale nem comentar", explicou Dagoberto. DESOBEDIÊNCIA É "NORMAL" - A posição de Rogério é tão importante no São Paulo que o próprio treinador Sérgio Baresi fez o que o capitão pediu contra o Atlético-GO. Colocou Cléber Santana em campo para segurar a vitória. Os companheiros apoiaram a atitude do goleiro. "O Rogério tem mais tempo de casa do que muito jogador que está entrando agora no time", lembrou Richarlyson. "Isso já aconteceu inúmeras vezes. Já mudamos posicionamento do time na boca do túnel. Só que ninguém soube." JORGE WAGNER - Após quase deixar o São Paulo e ir para o Bahia, Jorge Wagner agora quer só ter um adeus digno do clube. Como no final do ano ele vai para o Kashiwa Reysol, do Japão, o meia espera deixar o clube como titular. Para isso, esperar ter sequência e ser mantido na equipe para o duelo contra o Atlético-MG, domingo, no estádio do Ipatingão. "Tive a oportunidade de entrar nos últimos jogos e estou focado no São Paulo", disse o meia, que sem deixar o bom humor de lado, revelou estar com saudades até de dar entrevista e fazer as atividades que os jogadores titulares exercem no dia seguinte a jogo. Segundo ele, o motivo de seu futebol ter caído neste ano, se dá pelo posicionamento. "Jogar na lateral me atrapalhou."