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ESPORTES
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010, 21h:12

Brasileiro comemora resultado

JAMIL CHADE
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Um brasileiro entra em campo para seu primeiro jogo em uma Copa do Mundo, muda a equipe e ajuda a evitar uma desclassificação prematura de sua seleção. Nascido no Brasil, Benny Feilhaber atua com a camisa da seleção norte-americana e entrou no intervalo do jogo disputado ontem contra a Eslovênia. A partida teve o primeiro grande erro de arbitragem deste Mundial, que impediu a vitória dos EUA. Um gol anulado no final foi alvo de amplos protestos, no que foi um dos jogos mais movimentados da Copa do Mundo da África do Sul até agora. Feilhaber entrou com a função de ajudar os norte-americanos a reconquistar o controle do meio de campo, o que havia sido um problema no primeiro tempo, e ajudar a pressionar a seleção da Eslovênia. "Entrei para correr muito, fechar o meio de campo e levantar a moral da equipe", disse o meia. Depois de estarem perdendo por dois gols de diferença, os norte-americanos promoveram uma reação e a partida terminou empatada em 2 a 2. O resultado deixou o grupo, que ainda inclui Inglaterra e Argélia, totalmente aberto em termos de quem passará para a segunda fase. Uma vitória da Eslovênia teria classificado o país às oitavas de final. No primeiro tempo, os europeus fizeram dois a zero, com Birsa e Ljubijankic. Todavia o segundo tempo começou com um gol de Donovan - o principal jogador norte-americano - e oito minutos antes do que seria a classificação da Eslovênia, o empate ocorreu. Em campo, o brasileiro foi um dos responsáveis por permitir a pressão que os jogadores norte-americanos empreenderam no segundo tempo. "Não tínhamos nada a perder. Só a vitória nos salvaria e por isso partimos para o ataque", disse Feilhaber. "No vestiário, durante o intervalo, as instruções que recebemos era a de dar tudo em campo para reverter o placar. Entrei determinado a correr muito e dar uma injeção de ânimo na equipe. E funcionou", comemorou. "Foi muita emoção jogar uma partida da Copa do Mundo. Mas, sinceramente, entrei quando estávamos perdendo por dois a zero e nem tive tempo de ficar nervoso", explicou Feilhaber após o jogo em entrevista ao Estado. Depois de ter sua atuação elogiada pelo técnico Bob Bradley e também pelos companheiros, o brasileiro já pensa em ser titular na próxima partida decisiva, contra a Argélia. "Vou trabalhar muito nos próximos cinco treinamentos. Meu objetivo é ser titular", completou. Filho de austríacos e de brasileiros e nascido no Rio de Janeiro em 1985, Benny Feilhaber foi morar nos EUA quando tinha apenas seis anos, onde acabou naturalizado. Botafoguense, o brasileiro levou consigo sua paixão pelo futebol. Há cinco anos, foi contratado pelo Hamburgo. Passou ainda pelo Derby County da Inglaterra e hoje atua pelo AGF Aarhus, da Dinamarca. Como também tem nacionalidade austríaca, foi convidado para atuar pela seleção do país europeu. Contudo declinou do convite para jogar pelos EUA. Desde 2007 vem sendo regularmente convocado. Há um ano, na Copa das Confederações, chegou a acertar um chute na trave na partida final contra o Brasil. Ontem, mandou um recado a Dunga. "Ele teria de ter trazido Ronaldinho para a Copa do Mundo", sugeriu.

Edição EDIÇÃO 16959




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