ESPORTES
Quinta-feira, 27 de Maio de 2010, 21h:41
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"Big Brother" é primeira dor de cabeça da seleção
A seleção brasileira, enfim, vai ver a cor da bola no país da Copa do Mundo. A partir de hoje, no acanhado campo da Randburg Hige Scholl, não muito longe da concentração no Fairway Hotel, os jogadores começam a treinar de verdade. Nesta quinta, após o desembarque da delegação, por volta das 7 horas (1 hora de Mato Grosso), o grupo ficou confinado no hotel do Rand Park Golf Club observando grã-finos praticando o golfe no dia ensolarado e ameno de Johannesburgo. E foram perseguidos pelas câmeras de televisão do Brasil. Apenas no final da tarde os jogadores se exercitaram numa beirada do imenso campo, sem atrapalhar os golfistas. Sócios do clube nem se deram conta da presença dos pentacampeões ali ao lado. Muitos deles, do alto de um bar panorâmico do complexo esportivo, sorveram alguns litros de chopp e generosos tragos do legítimo malte escocês. E só estranharam o corre corre de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas. No Fairway, os atletas da seleção não encontraram nada de muito diferente do que estão acostumados a frequentar nas concentrações de seus clubes. Solicitaram aparelhos de Playstation para se divertirem nas horas vagas até o início da Copa. E reclamaram da falta de privacidade por conta da exposição de parte de seus quartos às lentes das câmeras de redes de televisão do Brasil, instaladas no último andar do bar do clube de golfe com vista para o hotel. "Não vamos transformar isso aqui num Big Brother", pediu Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da seleção, aos responsáveis pela instalação das câmeras. "Não é legal invadir a privacidade dos jogadores". O "Big Brother" da seleção foi a primeira dor de cabeça para Dunga e seu colegiado no país da Copa. Quando ele pisou no solo sul-africano, no início da manhã, não imaginou que seu quartel seria vasculhado pelas lentes. Sério, como sempre, o treinador chegou ao Fairway por volta das 9 horas. A bordo do ônibus da deleção, estava sentado sozinho na primeira fila de bancos. E do lado da janelinha. Na entrada do hotel pôde observar duas dezenas de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e pelo menos 15 torcedores sul-africanos. Dois deles saudaram a seleção ao som das infernais vuvuzelas.