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Editoriais
Terça-feira, 23 de Junho de 2009, 21h:02

Uma nova ferrovia

No momento em que todas as expectativas se voltam para a retomada das obras da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), na ligação entre os Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, desperta curiosidade a iniciativa da Federação das Indústrias (Fiemt) de discutir nada menos do que a viabilidade de construção de uma segunda ferrovia no Estado. Conforme amplamente divulgado, a “ES 354 – Transcontinental” já tem até um traçado previamente definido: início em Palmas (TO), passando por Uruaçu (GO), Cocalinho (MT), Ribeirão Cascalheira (MT), Lucas do Rio Verde (MT) e terminando em Vilhena (RO). O nó da questão, natural quando se trata de uma obra da dimensão e dos custos financeiros de uma ferrovia, além dos estudos de impacto ambiental, é a viabilidade econômica do projeto. É louvável a preocupação manifestada pela Fiemt, sobretudo, com a questão da logística de transportes. As falhas e as carências no setor, ao longo do tempo, têm acarretado muitos prejuízos à economia estadual. E o sonho da ferrovia, como o trem chegando em Cuiabá, acalentado pelo ex-senador Vicente Vuolo, caminha para se tornar uma grata realidade, embora os empecilhos à conclusão de tão importante e necessária obra continuem grandes. Em Mato Grosso, por sinal, a demora na concessão de licença ambiental e na liberação dos recursos financeiros são os principais óbices à continuidade das obras da Ferronorte. A estrada de ferro, como se recorda, parou em Alto Araguaia (415 km ao Sul da Capital), na interligação da cidade com Aparecida do Taboado (MS), onde começa a ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraná, em direção a São Paulo. O projeto dessa ferrovia, vale lembrar, nasceu em 1989, para interligar o Centro-Oeste e a Amazônia Legal ao Sul do Brasil. A segunda etapa da Ferronorte alcançaria Cuiabá, passando por Rondonópolis, partindo de uma bifurcação para Porto Velho (RO) e Santarém (PA). Por suas características econômicas, assim como pela sua localização geográfica, Mato Grosso precisa adotar novas matrizes de transporte, como alternativa ao monopólio das rodovias no Estado – ainda que a maioria delas esteja dilapidada. Não há dúvida, pois, que, nesse contexto, a Ferronorte (ou Ferrovia Vicente Vuolo) se encaixa muito bem. A chegada da ferrovia à capital, lamentavelmente, virou uma novela. A cada capítulo, registra-se uma mudança no script. Nesse momento em que a Fiemt discute o projeto de uma segunda ferrovia, faz-se necessário que os líderes políticos de Mato Grosso passem do discurso à ação política. E, nesse caso, não meçam esforços para que a Ferronorte, que já tem meio caminho andado, passe do sonho à realidade. “Aos líderes cabe a tarefa de se esforçarem para que a ferrovia passe do sonho a realidade”

Edição EDIÇÃO 16959




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Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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