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ECONOMIA
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011, 20h:01

VOLTA ÀS AULAS

Venda pode ter mais de 50% de incremento

Nas vendas sazonais, o incremento pode passar dos 50% se somada a elas não só a comercialização de livros didáticos, mas também de materiais de papelarias

Período de grande movimentação no comércio, o início deste ano tem sido de bons resultados para as livrarias de Cuiabá. “A volta às aulas é um ótimo exemplo de como eventos e datas específicas movimentam o mercado – como Carnaval, Natal, Páscoa, Dia dos Namorados, etc. Pode significar até mais de 50% de incremento nas vendas sazonais, se somarmos não só o aumento na comercialização de livros didáticos, mas também de materiais de papelarias – cadernos, lápis, tintas, estojos, pastas escolares”, afirma o vice-presidente da CDL Cuiabá, João Batista Rosa. EXPECTATIVA O gerente da Rede da livraria Janina, Erlon Sales, confirma a expectativa de João Rosa. Ele garante que o período entre janeiro e abril pode significar mais de 50% de incremento na loja central da Rede, entre livros didáticos, técnicos e literários. “Em janeiro a grande maioria das nossas vendas são livros didáticos, mas em fevereiro, com a volta as aulas das universidades, a procura por literários e técnicos começa a crescer”. Os meses de janeiro, fevereiro e julho também representam um aumento considerável nos trabalhos realizados pela KCM editora e gráfica que trabalha mais o foco em livros para cursos profissionalizantes. De acordo com a diretora Margareth Paesano, a empresa, que é “100% cuiabana”, opera há quase 11 anos e as suas publicações são encontradas em todo o País. “Nós tivemos um crescimento de cerca de 15% em 2010, com uma média de 290 mil livros vendidos. O aumento em espera de volta às aulas, é bem significativo também”. MELHORA Para Margareth, o mercado mato-grossense tem melhorado nos últimos anos. “Há muitos escritores conceituados no estado e as pessoas estão cada vez mais conscientes de que a informação, o conhecimento adquirido por meio dos livros é o bem maior que se pode ter”, afirma. Valdirene Campos, gerente da livraria Adeptus há sete anos, acredita que as vendas foram melhores durante o ano passado. “Nós verificamos aumento no início de 2011 sim, mas em 2010 o número foi bem maior”. Para ela, esse pode ser um reflexo do reajuste de cerca de 6% que os livros tiveram neste primeiro período do ano que, segundo a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, se deve ao alto custo de produção desse material. Independente de valor, segundo a gerente de custos e compras Márcia Izidoro Pereira, leitora assídua, o consumo de livros é uma questão também de hábito em que os adeptos, “ou viciados”, como ela diz, acabam investindo frequentemente. “Sejam de romances ou de auto-ajuda, não importa o estilo, quem gosta de ler, geralmente, o faz todos os dias e, por isso, sempre compra mais livros”. Ela lembra ainda que os chamados livros de ”segunda mão” é opção neste consumo freqüente. BUSCAS O empresário Ari Albuquerque, sócio-proprietário do Bazar do Livro, explica que é notório o incremento de pessoas, ano a ano, buscando livros usados, que podem ser até 50% mais baratos que os não-usados. “Muito deste movimento se alia ao aumento dos preços de publicações novas”, define, concluindo que os leitores também buscam a relação custo-benefício nestas compras. Um apontamento interessante é a classificação de estilos literários mais procurados, o que demonstra a relação-mercado com a produção de filmes. Hoje o segundo tipo de literatura mais vendida nas duas lojas é o “Espírita”. Tendo em conta a repercussão do tema na TV aberta e cinema, isto explica, em parte, o aumento da demanda. “Já livros didáticos, trabalhamos do Ensino Fundamental II ao 2º Grau, e eles significam 30% a mais nas vendas neste período Volta às Aulas”, coloca, esclarecendo ainda que o percentual significativo da literatura didática para as livrarias reduz a cada ano, “pois as escolas estão aderindo aos apostilados”. ESTILOS Um fato curioso é revelado por Albuquerque. Na descriminação de estilos, os mais vendidos são os na classificação “Literatura Estrangeira”, a exemplo do tradicional Sidney Sheldon. “Os nacionais, como Jorge Amado, estão esquecidos ou em queda nas vendas. Compra-se ainda aqueles que são listados para as provas de vestibulares e Enem”, pontua, apontando que “Auto-ajuda” é a 3ª categoria mais vendida.

Edição EDIÇÃO 16959




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