NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 17 de Julho de 2010, 12h:53

Projeto tem conceito de sustentabilidade

Segundo o arquiteto Raul Bulhões Spinelli, o condomínio vertical a ser construído na confluência do rio Cuiabá com o córrego Ribeirão do Lipa será concebido dentro de um rígido conceito de sustentabilidade. Prova disso é que 75% de toda a área destinada ao empreendimento será preservado e apenas 15% sofrerá a intervenção das obras. “Vamos ocupar na verdade apenas 36 mil m². O resto será área verde do empreendimento, permanecendo intocável. A parte de preservação vai falar mais alto neste projeto”, salienta Spinelli. O estudo de impacto de vizinhança apresentado pela Rother e Spinelli Arquitetos Associados, na audiência pública realizada na semana passada, leva em conta aspectos físicos, ambientais e socioeconômicos relacionados ao empreendimento, com base no termo de referência emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades), que estabeleceu como área de abrangência um raio de quatro quilômetros do empreendimento. As medidas mitigadoras apresentadas pela empresa visam minimizar os impactos do empreendimento em sua área de influência. Entre as medidas está a proposta de construção de uma via estrutural de 30 metros, para facilitar o fluxo de veículos e a ampliação da área verde às margens do rio Cuiabá e córrego Ribeirão do Lipa. A empresa propõe também a execução de projeto de arborização e paisagismo, a manutenção de 65% de área permeável (vegetação), implantação de faixa de vegetação para proteção da bacia de contenção de 30 metros, projeto de revegetação e paisagismo, na fase de obras como a supervisão dos plantios e paisagismo do empreendimento. As ações incluem também o replantio e preservação de espécies nativas para dar sustentabilidade à fauna silvestre e recomposição de trechos alterados, com monitoramento ambiental. Segundo ele, uma das preocupações durante a elaboração do projeto foi a preservação do meio ambiente “sempre superando as exigências da legislação ambiental”. Uma série de ações preventivas e corretivas vai assegurar a conservação e preservação da vegetação nas áreas destinadas à proteção ambiental. A infraestrutura viária do empreendimento começa por uma adaptação ao acesso principal do empreendimento, com a criação de pistas de desaceleração e aceleração, possibilitando o acesso seguro do empreendimento. A infraestrutura de acesso ao empreendimento compreende as avenidas Miguel Sutil, Lavapés, Rondonópolis e Antártica. Spinelli explicou que a preocupação do empreendedor baiano José Humberto Souza “é fazer algo além” do que a legislação e o Plano Diretor do Município exigem em termos ambientais e urbanísticos. “É um projeto preservacionista”, define o arquiteto, lembrando que o projeto irá trazer inúmeros benefícios aos moradores e à comunidade. “O empreendimento terá sua parte de reaproveitamento das águas das chuvas e também das águas utilizadas pelos moradores, que serão devolvidas para o próprio condomínio para uso em áreas de jardinagem, vasos sanitários e outros fins”, exemplifica. O condomínio terá também captação de energia solar para aproveitamento interno para fins de iluminação pública, áreas de lazer e centros esportivos. “Tudo isso reverterá em forma de redução de custos e economia para os moradores”, frisa Spinelli. (MM)

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL