ECONOMIA
Segunda-feira, 17 de Junho de 2013, 20h:46
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ECONOMIA/BRASIL
Projeções do Ibre apontam melhoria ao longo do ano
As projeções no curto e no médio prazo para a economia do país são de melhoria. A avaliação é de Regis Bonelli, coordenador do seminário trimestral de Análise Conjuntural, promovido ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Ibre, segundo o pesquisador da Área de Economia Aplicada do instituto, está trabalhando com a perspectiva preliminar que o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) será melhor no segundo trimestre, oscilando entre 0,7% e 0,8%. Isso significa uma boa aceleração em relação ao que aconteceu no primeiro [trimestre], e se mantido esse 0,8%, a gente chega no fim do ano com uma taxa da ordem de 2,5% de crescimento, que é mais ou menos o que os analistas estão projetando para este ano. Bonelli disse que os resultados do primeiro trimestre do PIB jogaram uma ducha de água fria nas projeções nossas e de todo mundo. Segundo ele, o crescimento de 0,6% do PIB nos três primeiros meses do ano ficou abaixo das expectativas do mercado, que oscilavam entre 0,9% e 1%. Do ponto de vista dos setores, segundo ele, o que frustrou foi o desempenho da indústria. Já no âmbito da demanda final, a frustração ficou por conta, em parte, do consumo das famílias, que tem sustentado o crescimento da demanda e que evoluiu pouco no período. Além disso, as exportações líquidas tiveram uma contribuição mais negativa do que o esperado. No geral, o economista disse que enxerga um ambiente um pouco melhor em relação ao nível de atividade, mas ainda morno na comparação ao que se previa.