NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 12 de Junho de 2010, 15h:42

PAC contempla investimentos no Estado

Em meio ao cenário de dificuldades geradas pela falta de infraestrutura de transporte adequada ao setor produtivo de Mato Grosso, surge uma luz no fim do túnel. O PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes), voltado ao planejamento da infraestrutura de transportes de médio e longo prazos na área da multimodalidade, vai contemplar Mato Grosso por meio do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. Na avaliação do diretor da Aprosoja/MT, Carlos Favaro, a única solução a longo prazo para a logística mato-grossense é o governo federal cumprir com as promessas e fazer as rodovias, hidrovias e ferrovias planejadas para o setor, "para que seja possível sair com a produção para o Norte e Nordeste via porto de Santarém, porto de Itaqui, no Maranhão, ou porto de Vila do Conde, em Belém do Pará". O PAC deixa claro a intenção do PNLT em direcionar o escoamento da produção rumo ao Norte do país, valendo-se de hidrovias, ferrovias e rodovias. Nesse sentido, os principais agrupamentos de investimentos indicados pelo PNLT referentes ao transporte de cargas de Mato Grosso são os seguintes: Implantação da hidrovia Teles Pires, que permitirá a ligação da região de Sorriso a Santarém por rodovia e hidrovia. A construção e pavimentação da rodovia MT-235, unindo Campo Novo do Parecis, Sapezal e Comodoro à BR-163, BR-158, hidrovia Araguaia-Tocantins, e ramal ferroviário de Ribeirão Cascalheira. Implantação da hidrovia Araguaia-Tocantins, por meio da dragagem do rio Tocantins e do rio das Mortes, além de construção da eclusa de Tucuruí (PA). Essa hidrovia unirá o leste de Mato Grosso a Belém (PA). Pavimentação e recuperação da rodovia MT-100 e BR-158, ligando o leste do Mato Grosso a Marabá (PA), onde a carga poderá escoar pela hidrovia Tocantins, caso sejam feitos investimentos nesta. Construção da ferrovia Ribeirão Cascalheira e ferrovia Norte-Sul. Valendo-se da Estrada de Ferro Carajás, tornam-se viáveis as exportações pelo porto de Itaqui (MA) e a construção do trecho da Norte-Sul que liga Açailândia(MA) a porto de Belém (PA), alternativa ao porto de Itaquí (MA). PIB - Pesquisa recente do Centro de Estudos em Logística do Coppead mostra que as despesas com logística alcançaram cerca de 17% do PIB (Produto Interno Bruto) e que, como conseqüência, o impacto da logística no custo final dos produtos vendidos no Brasil atinge 7,2%, contra 4% nos EUA. Para Altamiro Borges, presidente da Associação Brasileira de Logística (Aslog), uma das principais causas dessa defasagem é a falta de coordenação dos investimentos e infraestrutura logística dado que governos, empresas (privadas e estatais) e concessionárias realizam investimentos de forma independente, procurando resolver problemas pontuais e regionais. “Para reverter o quadro, Borges defende a criação de um Plano Diretor de Logística para o Brasil cuja gestão seria responsabilidade de um órgão público federal. (MM)

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL