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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013, 20h:35

RETRAÇÃO

Mercado prevê crescimento menor em 2013

A nova projeção passou para 3,2% ante os 3,26% previstos anteriormente. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central

DANIEL LIMA
Da Agência Brasil – Brasília
O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa de crescimento da economia em 2013. A nova projeção passou para 3,2% ante os 3,26% previstos anteriormente. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Embora o governo tenha divulgado que existe uma tendência de queda da inflação, investidores e analistas do mercado financeiro continuam pessimistas. De acordo com o boletim, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá fechar 2013 em 5,53%. No levantamento anterior, o mesmo índice foi estimado em 5,49%. Os preços administrados (que são fixados ou controlados pelo governo) passaram a ser estimados com elevação de 3,34% e não mais de 3,3% como previsto anteriormente. Para o câmbio, o mercado financeiro projeta queda na taxa, que ficaria em R$ 2, 07 e não mais R$ 2,08 como estimado anteriormente. Não houve alteração para a taxa básica de juros (Selic), que permaneceria em 7,25% ao ano em dezembro de 2013. Nas contas externas, a expectativa do mercado piorou. O déficit em conta-corrente, um dos principais indicadores das contas externas, passou de US$ 62,1 bilhões para US$ 63,05 bilhões, mesmo com o saldo da balança comercial sendo elevado de US$ 15 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 60 bilhões. TERCEIRA IDADE O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a inflação para pessoas com mais de 60 anos, fechou 2012 em 5,82%. A taxa é superior à média da inflação para todas as faixas etárias, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil – IPC-BR, que foi 5,74%. A taxa registrada em 2012 pelo IPC-3i é, no entanto, inferior à observada no ano anterior, que havia sido 6,19%.O resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas nos preços do plano e seguro saúde (7,02%), da empregada doméstica mensalista (10,46%), do condomínio residencial (7,5%), das refeições fora de casa (6,67%) e do aluguel residencial (6,62%). Entre os itens que mais contribuíram para frear a inflação da terceira idade em 2012 estão os automóveis novos, que tiveram queda de preços de 4,49%, os automóveis usados (queda de 10,44%), aparelhos de TV (queda de 7,17%) e o álcool combustível (queda de 4,4%). O principal impulso para a inflação veio no último trimestre do ano, que registrou alta de preços de 1,59% nos três meses. Nos dois trimestres anteriores, a inflação havia sido 1,39% e, no primeiro trimestre, 1,33%.

Edição EDIÇÃO 16959




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