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ECONOMIA
Sexta-feira, 10 de Julho de 2015, 19h:59

VAZIO SANITÁRIO

Incidência de ferrugem na guaxa

As rodadas técnicas realizadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), nos meses de junho e julho, verificaram a incidência de ferrugem asiática em soja guaxa (soja voluntária) em meio a algumas culturas das regiões oeste, norte e parte da sul. As avaliações foram feitas pelo PhD em Fitopatologia e consultor da Aprosoja/MT, Dr. José Tadashi, e pelo analista técnico da associação, Eduardo Vaz. Esta é a segunda rodada técnica realizada neste ano. A primeira ocorreu em janeiro e fevereiro. O Vazio Sanitário da soja, em Mato Grosso, é o período em que fica proibida a presença de plantas vivas e o plantio da cultura no Estado. A proibição é uma medida fitossanitária para prevenção e controle da ferrugem asiática (causado pelo fungo Phakopsora pachyrhizi), doença que atinge a sojicultura é disseminada a partir de plantas vivas, servindo de ponte verde entre uma safra e outra. Durante esse período, o agricultor não pode plantar ou ter lavouras de soja, e também deve eliminar toda e qualquer planta guaxa, aquela que surge de forma voluntária na sua propriedade. O Vazio começou no dia 1º de junho e segue até 15 de setembro. “Na região oeste havia bastante soja guaxa no girassol e na cotralária e, de forma mais moderada, no milheto. Ao sul, fomos até Primavera do Leste. Durante o percurso não foi encontrada soja voluntária, com exceção do perímetro urbano. Aproveitamos as rodadas também para debater junto aos Sindicato Rurais locais impasses técnicos de sanidade da soja, como vazio sanitário e fungicidas”, lembra Vaz. Em comparação aos anos anteriores, José Tadashi avaliou que houve avanços na limpeza de soja guaxa na região norte, principalmente ao longo da BR-163. A rodovia atualmente é gerenciada pela concessionária Rota do Oeste. De Sorriso até Sinop, também na BR-163, no entanto, foi verificada a presença de soja guaxa com esporos viáveis nas imediações do perímetro urbano. Ainda no norte mato-grossense, o fitopatologista e o analista técnico verificaram, na MT-220, infestação de daninhas aliadas à soja voluntária. “Na MT-423, sentido Cláudia, foi constatada soja voluntária em crotalária e também alta severidade de ferrugem asiática com esporos viáveis, o que causa preocupação em relação a defesa sanitária do Estado, visto que há ponte verde da cultura, fato que intensifica o uso dos poucos fungicidas ainda eficientes ao controle da doença”, explica José Tadashi. NA BR - Cerca de um mês desde o início do Vazio, a incidência de soja guaxa, foi reduzida a praticamente zero na BR-163. Segundo Tadashi, desde a primeira vistoria realizada em fevereiro deste ano, os trechos da rodovia que passam pelo serviço de conserva executado pela Rota do Oeste tiveram uma redução drástica na incidência da soja voluntária, principalmente na região norte. “Nos pontos em que a faixa de domínio da rodovia é roçada periodicamente percebemos a inexistência deste tipo de mudas, que podem apresentar a ferrugem asiática e prejudicar a produção”. Desde que assumiu a concessão da rodovia, a Rota do Oeste realiza periodicamente a roçada na faixa de domínio, que corresponde ao terreno onde está situada a pista. A concessionária mantém uma área de quatro metros de largura a partir da pista de rolamento e três metros partindo das cercas que delimitam o espaço da rodovia, com a vegetação abaixo de 30 centímetros, como determina o Programa de Exploração da Rodovia (PER), pactuado com a Agência Nacional de Transportes terrestres (ANTT). “Este trabalho impede a germinação de plantas voluntárias de soja e, consequentemente, a incidência da praga nos limites da rodovia”, pontuou o diretor de Operações da Concessionária, Fábio Abritta.

Edição EDIÇÃO 16965




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