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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 17 de Julho de 2010, 12h:53

PENHOR

Empréstimos caem 18% no semestre

A Copa do Mundo teve reflexo direto na demanda por financiamento do Penhor da Caixa Econômica Federal, em Mato Grosso. De acordo com a instituição, nos dias de jogos da Seleção Brasileira a procura pelos serviços de penhor de joias diminuiu, enquanto nos demais dias a procura pelos empréstimos manteve-se na média. Por conta disto, o montante dos financiamentos no primeiro semestre do ano fechou com queda de 18,51%, recuando de R$ 4,321 milhões para R$ 3,521 milhões. O número de contratos assinados no período recuou de 5,651 mil para 5,094 mil, queda de 9,86%. As informações são da área de penhor da Superintendência Regional da CEF. De acordo com o levantamento, o valor médio dos empréstimos por contrato no primeiro semestre de 2010 foi de R$ 691,39, queda de 9,60% se comparado aos números do mesmo período do ano passado, R$ 764,80 por contrato. O prazo mais procurado continua sendo o de 30 dias, mas aos poucos os mutuários estão optando por prazos maiores, de 60 a 180 dias. Por oferecer facilidades para contratação e baixas taxas de juro, o penhor tradicional e o micropenhor são as modalidades mais procuradas para aqueles que precisam de dinheiro rápido, sem a necessidade de apresentar comprovante de renda ou mesmo exigências cadastrais. “O penhor é uma operação de crédito com forte apelo social, pois além de ser disponibilizado com baixas taxas de juro – 2,30% ao mês - garante empréstimo a pessoas com restrições cadastrais como SPC, Serasa e Cadin, e que não podem pleitear outras formas de empréstimos nas instituições financeiras”, explica a assessoria de Imprensa da Caixa. Para ter acesso ao empréstimo, basta ser maior de 18 anos e apresentar RG, CPF regular junto à Receita Federal e um comprovante recente de residência. O micropenhor tem as mesmas características do penhor tradicional, diferindo apenas quanto à taxa efetiva, que é de 1,98% ao mês. Esta modalidade é concedida para pessoas que não possuem poupança e/ou aplicação financeira acima de R$ 3 mil em qualquer instituição financeira, sendo este um incentivo do governo federal. No penhor, o valor mínimo de empréstimo é de R$ 50,00 por contrato e o máximo R$ 100 mil por pessoa. Uma das vantagens dos empréstimos de penhor é a rapidez e simplicidade das operações. O empréstimo é feito sem burocracia, não necessita de avalista, nem consulta aos órgãos de restrição ao crédito. O tempo necessário é o tempo de avaliar as joias, o que pode variar de acordo com a quantidade e adornos que possuam, sendo uma média de 15 minutos para cada avaliação, quando as peças não possuem adornos. “Não exigimos avalista, nem cadastro, já que a joia é a garantia do crédito”. (Veja quadro ao lado) LEILÃO - O leilão é o último recurso da Caixa para reaver o dinheiro emprestado às pessoas que não fizeram o pagamento. “Quando o cliente não paga o valor mínimo, que são os juros previstos em contrato, ele pode ter suas joias leiloadas”. Após 30 dias do vencimento da prestação sem o respectivo pagamento, a joia poderá ir a leilão, mas na prática isso ocorre em um prazo de 40 dias. No entanto, essa é última opção da Caixa, até porque quando da finalização de cada licitação, caso as joias de um determinado cliente alcance um valor maior que seu débito junto à Caixa, essa diferença fica disponibilizada para o mesmo por um período de cinco anos. A Caixa chama a atenção para o fato de que até o dia do leilão o devedor tem a chance de resgatar ou renegociar o débito pendente, pagando apenas os juros. (MM)

Edição EDIÇÃO 16959




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