ECONOMIA
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008, 23h:10
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XAVANTE
Decisão judicial mantém sócio minoritário na direção
O juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública, concedeu na última quarta-feira liminar a favor de Geraldo Quirino de Souza Junior - sócio minoritário da Viação Xavante com apenas 15% das ações no comando da administração da empresa. Este é mais um "round" na batalha judicial que os sócios da transportadora com cerca de 400 funcionários e atuação em dois Estados e no Distrito Federal - vêm travando nos últimos anos. A advogada Meire Correia de Santana da Costa Marques já anunciou que vai recorrer da decisão para que o empresário Umberto Pereira da Cruz Cardoso detentor de 62% das ações da Xavante - seja reconduzido à administração do grupo ao lado de Geraldo Quirino. A briga se arrasta por mais de dois anos, desde quando Geraldo Quirino, conforme relatam os processos que tramitam na Comarca de Barra do Garças, vem se sustentando à frente da administração da empresa graças a decisões concedidas por um juiz que hoje se encontra afastado do caso e responde à sindicância do Tribunal de Justiça. No último dia três de junho a Justiça havia concedido liminar favorável a Umberto Cardoso, para que ele retornasse à administração da empresa. Na decisão, o juiz José Antônio Bezerra Filho, que substituiu o juiz que fora afastado do processo por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, acatou ação de prestação de contas, com pedido de liminar, proposta pelo Expresso São Luiz. De acordo com a advogada do Expresso São Luís, Meire Correia de Santana da Costa Marques, "com essa liminar se restabeleceu a justiça e a lógica, pois é injusto que o sócio majoritário, detentor de 62% das cotas, permaneça afastado da administração da sociedade, à mercê do sócio minoritário, com quem mantém litígio que resultou em vários processos judiciais". Na decisão da última quarta-feira, o juiz Paulo Márcio de Carvalho revoga a decisão anterior e assegura a administração da Viação Xavante nas mãos do sócio minoritário. O juiz alega que existe prova suficiente da existência de atos ou situação que evidenciam o risco de o sócio-majoritário causar prejuízos à empresa, tendo em vista que houve clara quebra da afeição entre os sócios, que se encontram em litígio desde o início da batalha judicial. Além do Distrito Federal, a Xavante opera nos Estados de Mato Grosso e Goiás, onde cumpre 12 linhas regulares, com média de 52 mil passageiros transportados por mês.