ECONOMIA
Segunda-feira, 01 de Março de 2010, 21h:34
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CHUVAS
Comércio perde até 50%
Ânimos frustrados na Capital. Sem consumidor, dinheiro não circula como esperado para primeiro dia útil do mês
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As chuvas que caíram nos últimos dias sobre a Grande Cuiabá inibiram vendas e ocasionaram perdas ao comércio. Os prejuízos, segundo lojistas, podem chegar a 50%. Ontem, por exemplo, a chuva que durou praticamente toda a manhã, afugentou consumidores das ruas, o que impôs um início de mês diferente do esperado pelo comércio. Ao invés de dinheiro entrando em caixa, o que se via eram vendedores de braços cruzados torcendo pelo fim do aguaceiro. Depende do horário e do tempo da duração das chuvas. Quando temos uma manhã inteira de chuvas, como ontem, praticamente não temos movimento porque as pessoas têm dificuldades para se locomover das suas casas, disse o gerente de uma loja da rede de eletrodomésticos Ponto Certo. A chuva realmente atrapalha um pouco o comércio, admite o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Aguiar. Ontem pela manhã, o fluxo de pessoas nas lojas do centro era bastante pequeno. Tanto as lojas de eletrodomésticos quanto as de tecidos, confecções e calçados registraram perdas. Tivemos {ontem} uma queda de 50% no fluxo de consumidores e nas vendas. Vamos esperar pela tarde, disse o gerente da Riachuelo, Claudiomir Costa. Segundo ele, com o tempo chuvoso as pessoas não saem de casa. Além disso, não há estacionamento, o que leva muitas pessoas a desistirem da compra porque teriam de deixar o carro longe do local onde desejam ir. (Ontem) percebemos claramente isso. Claudiomir diz que a queda sobre o movimento pode prejudicar o resultado das vendas no balanço do mês. Ele diz que no primeiro bimestre do ano a loja registrou crescimento em torno de 15%. Para manter as vendas em alta, a rede lança hoje a campanha outono-inverno. Vamos apresentar a coleção de Ivete Sangalo e o que há de mais novo em moda, tendência para o inverno, conta o gerente. Os preços, segundo ele, são promocionais e a campanha chega com descontos paralelos de até 70% na coleção de verão. A Avenida, outra rede varejista de confecções e tecidos localizada no Centro da capital, registrou perdas imediatas entre 15% e 20% nas vendas, segundo a gerente Fátima Cristina. São perdas que podem ser recuperadas no decorrer do dia, pondera. Para a rede, o ano começou bem. Os consumidores estão mais animados, tivemos um incremento de 15% no primeiro bimestre, avalia, apontando a estabilidade econômica e a melhora no poder aquisitivo do trabalhador como as principais causas deste aquecimento. A loja também está lançando a campanha Cama, mesa e banho com preços reduzidos de até 30% em seus produtos e vendas em até cinco vezes sem juros. CDL Além da falta de estacionamentos, o presidente da CDL, lembra que as chuvas por si só inibe um pouco a saída das pessoas, como também compromete o escoamento das águas pluviais, o que gera alagamentos e confusões no trânsito. Ao pensar nisso, quem pode adiar, deixa de sair de casa sob essas condições. Ele completa dizendo que a enxurrada não encontra ponto de escoamento, correndo por cima das calçadas e em alto volume no meio das ruas, atrapalhando o trânsito de pessoas e veículos. No entanto, o período chuvoso aumenta a venda de itens sazonais como guarda-chuva, capas e sapatos fechados. Com as chuvas, aumenta também a procura por entrega de produtos em domicílio, como os das áreas de alimento e farmácia. Se a chuva atrapalha o comércio, em outro ponto acaba sendo benéfica. É preciso lembrar que a chuva é um ponto natural de equilíbrio. Enche os reservatórios das hidrelétricas, favorece as plantações agrícolas e amenizando o calor, pontua o presidente da CDL, José Aguiar. TAXIS O setor de transporte registrou incremento com as chuvas. O movimento aumentou em torno de 20% em relação a um dia normal, sem chuva, avalia o presidente do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintac), Antônio Bodenar. A maior procura é por corridas das casas para o trabalho, shoppings e hospitais. O problema, segundo Bodenar, é que o trânsito fica congestionado, lento, e perde-se muito tempo com uma corrida. Poderia se ganhar muito mais, lamenta.