O reajuste de 12,89% sobre o consumo de energia elétrica, em Mato Grosso, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e aplicado pela Centrais Elétricas Mato-Grossenses (Cemat) é alvo de questionamento por parte do segmento comercial. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o segmento de energia irá gerar neste ano uma receita de R$ 1,9 bilhão em Mato Grosso. Dos quais R$ 278,94 milhões são de encargos, e uma parcela deste volume é referente ao que a população paga de impostos nas faturas. O comércio é o maior pagador de conta de energia, afirma o presidente da CDL, Paulo Gasparoto, concluindo que a indústria é uma grande consumidora, mas conta com a legislação tributária onde ela pode compensar o ICMS da energia elétrica no valor que ele paga mensalmente, o que não é o caso do comércio. Mas, é bom lembrar que no final das contas, o consumidor é quem paga todos estes custos, porque impostos e aumentos são repassados ao preço final das mercadorias. O presidente lembra que o fornecedor de energia elétrica, em Mato Grosso, - neste caso a Rede Cemat - não tem concorrência, o consumidor só pode adquirir dele. Entretanto, a distribuidora tem custos para distribuição e manutenção do serviço. Já o grande ganhador do aumento de 13% são os governos estadual com ICMS, e federal com PIS e COFINS, afirma.