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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

CUIABÁ URGENTE
Sexta-feira, 06 de Março de 2009, 21h:13

Cuiabá Urgente 06-03-2009

Bastidores Acuado com as denúncias de compra de voto e o envolvimento no escândalo sexual com um travesti menor, o vereador Ralf Leite (PRTB) promete abrir suas caixas de ferramentas, ou seja: ameaças a tudo e a todos. Ligações Há quem diga que a declaração ameaçadora de Ralf tem algo a ver com as negociações para eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, na virada do ano. Revelações Ralf tem confidenciado que está ‘engasgado’. Ele promete dizer toda verdade, sem citar quais os assuntos. Segundo informações, o parlamentar tem evitado quaisquer comentários por orientação do assessor jurídico, familiares e amigos mais próximos. No ar O apresentar Walter Rabello (PP) voltou ao vídeo ontem e usou o seu programa para se defender das acusações de tráfico de influência feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Operação policial Rabello está entre os investigados na Operação Gafanhoto que prendeu, entre outras pessoas, o empresário Júlio Uemura, um dos maiores do ramo de hortifruti de Mato Grosso. Amigos O apresentador reafirmou sua amizade com o empresário. Disse que é amigo há anos de Júlio e que não sabia de nada sobre as acusações feitas pelo Gaeco contra o empresário que envolve vários crimes. ‘Tráfico de influência’ Walter também deixou claro que sempre pede ajuda para os outros. Aproveitou para dizer que é candidato na próxima eleição ao afirmar que passará pelo julgamento popular. Temeroso Conhecido por dar pitacos na administração do irmão prefeito Murilo Domingos (PR), o empresário Toninho Domingos está entre os mais temerosos com o afastamento ainda que temporário do titular para tratamento de saúde. Vice-prefeito e secretário de Educação, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, do mesmo partido, ficará à frente do Executivo na licença médica de Murilo, que será submetido à implantação de marca-passo. Super gestor Caso Zaeli assuma a prefeitura, se tornará um supergestor, já que vai acumular também a Secretaria de Educação. Agora, o que se espera é uma interinidade arrojada. Coisas do coração Murilo foi hospitalizado na quarta-feira após passar mal em sua residência. Ele vinha se recuperando de um infarto sofrido no mês de novembro de 2008. Saia-justa Líderes do Partido da República tentam colocar ‘panos quentes’ na celeuma entre o senador Jayme Campos (DEM) e o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, Luiz Antonio Pagot. Relação amena O PR não quer ficar sem o DEM na base do governo, além de reconhecer a força da sigla no interior do Estado. Se não mantiver a aliança para 2010, líderes republicanos defendem no mínimo uma relação amistosa. Estremecidos A declaração do deputado Zé Domingos (DEM) de que Executiva do seu partido no Estado o orientou a não pedir afastamento da AL, já que a sigla não está sendo contemplada pelo acordo, também estremece a relação com o PR. Acordão Na eleição de 2006, o PPS e o FFL, hoje DEM, fizeram um acordo para contemplar os suplentes. Neste entendimento, também entrou o governador Blairo Maggi, que poderia contemplar deputados no staff para que os suplentes pudessem assumir. Mal-estar Na verdade, cada um fez um pouco da sua parte, mas os suplentes não querem ficar de fora tanto tempo da Assembleia e isso tem motivado um verdadeiro mal-estar. Contemplado Dos suplentes, Roberto França tem sido o maior beneficiado, talvez pela sua experiência. Está no Legislativo há quase dois anos, mais por conta do rodízio patrocinado pelo DEM do que pelo PR, partido que recebeu a maioria dos eleitos pelo PPS. Lá e cá Os governistas e em especial o PR têm que conversar e muito com a base aliada, sem perder de vista por nem um instante. A maioria dos partidos que dão sustentação ao governo Maggi está na gestão tucana de Wilson Santos. Governistas DEM e PP são alguns dos exemplos de grandes siglas que estão dos dois lados. Isso é um claro sinal de que se as coisas não forem bem conversadas, nem haverá necessidade de ‘queda-de-braço’ para as alianças lá na frente. Adversários PR e PSDB certamente terão candidaturas opostas nas eleições de 2010. No atual cenário político, o ‘divisor de águas’ aí poderá ser o PMDB, que não é oficialmente aliado de Wilson, apenas de Maggi.

Edição EDIÇÃO 16965




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