Secom-Câmara
Anteriormente, Paulo Henrique foi alvo de busca e apreensão, no âmbito da Operação Ragnatela, e teve celular e carro apreendidos
Preso na manhã desta sexta-feira (20), durante operação, o vereador cuiabano Paulo Henrique (MDB) é candidato à reeleição e declarou à Justiça Federal que não tem patrimônio.
Ele foi preso por uma força-tarefa das forças de segurança federais e estaduais, que age contra o crime organizado, tendo como alvo a facção Comando Vermelho.
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O (ainda) vereador é acusado de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa por meio de eventos em casas noturnas de Cuiabá e da sua influência junto à Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira.
Segundo a Polícia Civil, ele garantia a liberação de licenças e alvarás para esses eventos. Em retorno, ele recebia dinheiro (quantias não reveladas).
A Operação Pubblicare é desmembramento da Operação Ragnatela, deflagrada em junho deste ano, que desarticulou um grupo criminoso que comprou uma casa noturna em Cuiabá por R$ 800 mil, pagos em espécie, com o lucro dos esquemas.
A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa, em conjunto com um grupo de promoters.
Essa é a terceira vez que Paulo Henrique entra na disputa pelo cargo de vereador.
A primeira vez foi em 2016, quando ele declarou possuir três veículos - um Renault Clio, uma moto Yamaha X8Z e um Fiat Pálio -, avaliados em R$ 48.950,00.
Já em 2020, o patrimônio diminuiu e ele declarou ter apenas a moto, o Renault Clio e um depósito em conta corrente no valor de R$ 1.743,83.
Paulo Henrique chegou a se afastar por 30 dias do cargo após chorar em plenário e dizer que provaria a sua inocência.
A Comissão de Ética da Câmara, que teve acesso a parte das informações da investigação, nunca chegou a tomar nenhuma providência contra o parlamentar.




