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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2024, 07h:55

GUERRA CRME ORGANIZADO

Suspeito de ligação com CV, vereador de Cuiabá é preso em operação

Segundo a PJC, Paulo Henrique (MDB) atuava em benefício de facção, na interlocução com os agentes públicos e recebendo propina

Da Redação
PJC/Reprodução
O vereador Paulo Henrique (destaque) atuava em benefício do CV, na interlocução com os agentes públicos e recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) deflagrou, nesta sexta-feira (20, a Operação Pubblicare, em Cuiabá.

A ação policial conjunta cumpriu ordens judiciais contra o núcleo de uma organização criminosa formado por servidores públicos, que colaboravam com membros da facção criminosa Comando Vermelho, na lavagem de dinheiro, por meio da realização de shows e eventos em casas noturnas de Cuiabá.

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O vereador cuiabano Paulo Henrique (MDB) foi preso na operação. 

Setenta policiais cumpriramm 15 medidas cautelares, entre prisão, buscas, sequestro de bens e bloqueios de contas bancárias.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), sendo:

- Um mandado de prisão preventiva;

- Sete mandados de busca e apreensão;

- Seis veículos e um imóvel sequestrados e bloqueio de contas bancárias

A Operação Pubblicare é desmembramento da Operação Ragnatela, deflagrada em junho deste ano, quando a FICCO-MT desarticulou um grupo criminoso que teria adquirido uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800.000,00, pagos em espécie, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas.

A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.

AGENTES PÚBLICOS - Durante as investigações também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária.

Foi identificado que o vereador Paulo Henrique atuava em benefício do grupo, na interlocução com os agentes públicos e recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros.

Os investigados respondem pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com os membros da facção indiciados durante a Operação Ragnatela.

A Operação Pubblicare, termo em italiano, faz alusão à atividade do agente público, que em vez de atuar em prol da população, focava em interesses escusos da facção criminosa.

A FICCO-MT é uma força integrada composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar e tem por objetivo realizar uma atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado no Estado do Mato Grosso.


Edição EDIÇÃO 16956




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