Médicos-residentes de Cuiabá, em greve nacional desde o último dia 20, fizeram uma manifestação na manhã de ontem, na praça Ipiranga, para divulgar o movimento. Eles participaram da campanha de doação de sangue ao Hemocentro de Mato Grosso chamando pessoas a colaborarem com a causa. Em Cuiabá, mais de 100 médicos-residentes atuam nos dois hospitais-escola do Estado: Geral Universitário (HGU) Júlio Müller (HUJM). Neste último, são responsáveis por cerca de 70% dos atendimentos prestados. A paralisação dos residentes é motivada pelo pleito de aumento salarial (bolsa-universitária), a inserção do adicional de insalubridade, do auxílio-alimentação, auxílio-moradia e, ainda da 13ª bolsa-salário. Na semana passada, a categoria rechaçou, em âmbito nacional, a contraproposta salarial de reajuste de 20% apresentada pelo governo federal. Os residentes já flexibilizaram o reajuste requerido de 38% para 28% e aguardam uma resposta do governo. Como não aconteceu até a última segunda-feira, iniciaram protestos em todo país. O salarial atual do médico-residente é de R$ 1,9 mil para uma carga de 60 horas semanais de trabalho-estudo nos hospitais universitários. A categoria alega que as atividades nunca se restringem a essa carga, chegam a ultrapassar 80 horas semanais.