Na expectativa de que uma reunião com o Governo Federal saia ainda nesta semana, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) continuam mobilizados. Na manhã desta quinta-feira, a categoria, estudantes e técnicos realizam um ato público unificado, oportunidade em que pretendem denunciar a atitude do governo em privilegiar a dívida pública em detrimento da educação pública em seu Orçamento. Até agora o governo não acenou com nenhuma proposta. Enquanto isso, emprestou 10 bilhões (em dólares) ao Fundo Monetário Internacional para socorrer a Europa, criticou o presidente da Associação dos Docentes (Adufmat), Carlos Eilert. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) deve marcar para esta semana uma nova reunião com entidades sindicais dos professores federais para apresentar uma proposta de plano de carreira que atenda às reivindicações dos docentes. A primeira apresentação estava prevista para a última terça-feira (19) e foi desmarcada pelo ministério. Eilert lembrou ainda que os técnicos do Hospital Universitário Júlio Muller decidiram pelo retorno às atividades para evitar prejuízos à população, especialmente, a carente que necessita do serviço público. A greve da UFMT já dura cerca da 40 dias e não tem prazo para se encerrar. Depois dos docentes, foi a vez dos técnicos administrativos também cruzarem os braços. Em Mato Grosso, a greve dos servidores federais tem ampliado o número de adeptos. Na última segunda-feira (25), os trabalhadores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) disseram sim ao movimento grevista. Também estão mobilizados servidores da Funasa, Ministério da Agricultura, Superintendência do Trabalho (SRTE), Ministério da Fazenda e do Incra. Além disso, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT) realiza ainda nesta semana assembleias com servidores do 9º BEC, Ministério da Saúde, Advocacia Geral da União (AGU) e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).