CIDADES
Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010, 20h:42
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INTERIOR
Presos fogem da cadeia em Peixoto pela 3ª vez no ano
ALECY ALVES
Da Reportagem
Peixoto de Azevedo registrou sua terceira fuga de presos este ano. Na mais recente, que aconteceu no final da tarde de anteontem, 12 presos conseguiram deixar a Cadeia Pública Estadual. De acordo com informações policiais, o detento Jurandir Marinho da Silva, conhecido como "Véio", que estava na cela 4, teria liderado a fuga. Depois de render um agente prisional usando um chuço (faca artesanal), Veio saiu destruindo cadeados de outras duas celas, libertando todos os colegas. No caminho à liberdade, os presos também danificaram computadores, telefones, arquivos de documentos, detector de metal e cadeiras, deixando a cadeia sem comunicação com outras unidades policiais da cidade. Até o final da tarde de ontem, apenas dois haviam sido recapturados. Os outros: Joab Rodrigues da Silva, Jurandir Marinho, Elias Lopes Pessoa, Saturnino Neto Guimarães, André Aparecido Oliveira, Rogério Furchder Santos, Kelvin Cesar de Meira Silva, Joelson Jantsk, Marcos Jonathan e Ozéias de Paula Soares da Rocha continuam foragidos. Dezoito presos já haviam fugido da cadeia este ano, sendo 10 em fevereiro e 8 no mês de agosto. A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Segurança (Sejusp) informou ontem que as novas fugas estão sendo investigadas. O capitão Silva Sá, comandante da Polícia Militar no município de Matupá, a 15 quilômetros de Peixoto de Azevedo, acha que houve falha no procedimento de abertura da cela, o que pode ter facilitado a fuga. Acionado para ajudar nas buscas aos fugitivos, ele informou que policiais militares continuam fazendo diligências na região, especialmente nas áreas rurais. Além de comunicar e alertar os moradores sobre as fugas, a PM, conforme o capitão, está contando com ajuda popular na tentativa de capturar dos bandidos. Silva Sá disse que a cadeia de Peixoto não dispõe da infra-estrutura necessária para funcionar como presídio. As instalações são antigas e não foram planejadas com a finalidade prisional. Além disso, enfrenta, a exemplo de outras unidades prisionais do Estado, o problema de superlotação. A Sejusp não admitiu a superlotação, informando que o prédio dispõe de 45 vagas e abriga atualmente 50.