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CIDADES
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009, 21h:39

MATA GRANDE

Preso agride servidora na Mata Grande

NAÍLA ALBUQUERQUE
Da Reportagem/Rondonópolis
A agente prisional Izaura Gabriela Ribeiro Souza denunciou ontem que foi agredida por um reeducando dentro da Penitenciária de Mata Grande. Ela teve o nariz quebrado depois de levar um soco do presidiário Odair Cordeiro. A agressão teria ocorrido quando a servidora entrou em um dos raios para buscar outro reeducando, que necessitava de atendimento médico. Após ser atingida, Izaura desmaiou e só não continuou sendo agredida graças à intervenção de outros presos. Talvez a funcionária precise passar por uma cirurgia no nariz. A agressão à servidora surge em meio a queixas de agentes prisionais sobre a falta de segurança para quem trabalha dentro da penitenciária. Há menos de dez dias, os reeducandos fizeram uma manifestação em que se recusaram a voltar para as celas. Eles reclamavam da demora processual para revisão das penas pela Justiça. Em acordo selado com a direção do presídio, os presos teriam se comprometido em não agredir nenhum servidor em troca da ‘permissão’ para ficarem fora das celas. A agressão à servidora ocorreu após este episódio, na última quinta-feira. Ela precisou passar por exames médicos para avaliar a gravidade da lesão. Izaura também terá que fazer exames neurológicos, uma vez que apresentou convulsões após a agressão. “Na infância eu tinha ataques epiléticos direto, mas só depois desse soco que fui ter de novo. Por causa disso vou fazer novos exames na cabeça”, contou. A servidora explica que a agressão ocorreu quando entrou em um dois raios para levar um reeducando para atendimento médico. Neste momento Odair pediu para que ela o levasse até o advogado, dentro do presídio. O advogado já tinha ido embora e o reeducando só seria atendido na segunda-feira. Odair teria então deduzido que a servidora estava levando o outro reeducando ao advogado (e não ao médico) e por isso a teria agredido. Ao Diário, Izaura reclamou da falta de segurança: “meus colegas entram lá todos os dias e já comunicamos que não está seguro trabalhar assim”.

Edição EDIÇÃO 16959




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