CIDADES
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011, 20h:50
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MÃE BONIFÁCIA
Ponte fica interditada por mais tempo
Enquanto perdurarem as chuvas, que causaram deslizamento no local, passagem sobre um dos canais nas trilhas de caminhada segue impedida
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
Uma das três pontes de madeira sobre os canais do parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá, está interditada há dez dias e assim vai continuar até o final do período chuvoso. As obras devem atrasar ainda mais, já que terão que aguardar o fim de um processo licitatório. O dano à estrutura da ponte ocorreu depois de um grande volume de chuva que caiu na Capital e aumentou o nível da água do canal. Por consequência, desbarrancou o aterro de uma das cabeceiras da ponte, que cedeu parcialmente. No local, o asfalto está cheio de rachaduras e, devido à falta de sustentação, afundou. A barreira para contenção do aterro, também construída de madeira, está comprometida, já que grande parte dela se encontra apodrecida. Como medida de segurança aos cerca de 1,5 mil visitantes diários, a administração do parque ergueu duas barricadas entre a ponte e as sinalizou com faixas de interdição. Não há placas informando o bloqueio e nem o perigo que o pedestre pode sofrer ao passar sobre a estrutura. A ponte está localizada na trilha das Bandeiras a maior em extensão, com 3.480 metros e a única que circunda por completo o entorno do parque. De acordo com o administrador do Mãe Bonifácia, Celso Benedito Pinheiro Ferreira, as barricadas já são suficientes para mostrar ao visitante que o local está interditado. A pessoa só passa por aqui se quiser conviver com este risco, disse. O coordenador destacou que o local em que as barricadas foram colocadas dá chance ao praticante da caminhada de desviar da interdição e seguir em frente por outras trilhas. Quem entra no parque pelo bairro Duque de Caxias pode descer a trilha das Bandeiras e desviar do local de interdição entrando à direita podendo retornar pela própria entrada ou voltar pela pista dupla, explicou. Na manhã de ontem, um engenheiro do Departamento de Infraestrutura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) esteve no local para avaliar os danos e elaborar um relatório de custos da obra. REFORMA Um projeto da Sema pretende recuperar a pavimentação dos 8.955 metros das trilhas e asfaltar o estacionamento do parque, tudo ao custo de quase R$ 300 mil. Para um dos visitantes do parque, Eduardo Miguel, de São José do Rio Preto, as melhorias serão bem-vindas. Falta regularizar a pista e colocar uma massa asfáltica que diminui o impacto da corrida, revela.