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CIDADES
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 21h:16

OPERAÇÃO VOLVER

PM está entre novos denunciados no caso

Seis pessoas foram formalmente acusadas de integrar quadrilha de narcotráfico desarticulada pela PF em julho. Policial é irmão de suposto traficante

KEITY ROMA
Da Reportagem
O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou mais seis pessoas acusadas de integrar a quadrilha de tráfico de drogas desarticulada durante a Operação Volver, entre elas está o policial militar Paulo César França. Na segunda denúncia oferecida à Justiça contra o bando, os integrantes são acusados de associação para o tráfico e formação de quadrilha. No documento, o policial militar é acusado de participar da negociação de armamentos de grosso calibre junto com criminosos liderados pelo irmão dele, Adomício França, e por Everton Cândido, traficante conhecido como “Pupunha”. Dentro da unidade prisional, a dupla dividia um aparelho celular e continuava comandando o tráfico interestadual. O PM seria ainda o responsável pela aquisição e repasse de cocaína para traficantes de Uruaçu (GO). Entre as armas enviadas de Várzea Grande a Cáceres havia três metralhadoras, um fuzil 762, duas pistolas, uma espingarda calibre 12, 275 munições calibre 9 milímetros e 29 munições de fuzil. O armamento seria usado para a prática de assaltos na região e, também, trocados por entorpecentes, se o bando precisasse de dinheiro para manter as atividades criminosas. As investigações revelaram ainda que em 2008 o policial se associou aos demais denunciados Darly Pontes Estevo, Pablo Maciel de Souza dos Anjos e Kilderney de Oliveira Goes para traficar drogas. Paulo teria se tornado o “braço direito” da quadrilha, que negociava com Darly e Kildeney as remessas de drogas e a forma de pagamento. Apesar de constar na denúncia o nome de Everton e Adomício, eles também são investigados em outros inquéritos que têm como foco a estrutura do tráfico de drogas praticado pela quadrilha. Após a Operação Volver, a Polícia Federal instaurou cinco inquéritos para apurar os crimes, segundo o delegado federal Dennis Maximino. O delegado finalizou o primeiro inquérito no dia 13 de agosto e nele indiciou a advogada Lucy Rosa da Silva, acusada de tráfico de influência e corrupção ativa, e Otoniel da Silva Pimentel. Também é citada na investigação a advogada Kattlen Káritas, cujo nome consta em um dos documentos ainda não fiscalizados pela polícia. As advogadas e outras 26 pessoas foram presas no dia 10 de julho com a ação policial, acusadas de integrar a organização criminosa. As duas profissionais obtiveram liberdade com a intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que interpôs um habeas corpus em favor delas, mas os demais envolvidos continuam na prisão.

Edição EDIÇÃO 16959




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