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CIDADES
Sexta-feira, 01 de Abril de 2011, 20h:48

CASO LEOPOLDINO

Pieroni deixa DHPP e é investigado pela Corregedoria

A Diretoria da Polícia Civil comunicou ontem o deslocamento do ex-titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Márcio Pieroni, para o serviço de reativação da Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá. A medida se dá pouco mais de uma semana depois de o delegado ter sido apontado como membro de uma farsa para querer afirmar que o juiz Leopoldino Marques do Amaral estaria vivo. O magistrado morreu em 1999 na cidade de Concepcion, Paraguai. Duas pessoas já foram condenadas pela execução e mais uma, o empresário Josino Guimarães, enfrentará júri popular como suposto mandante do crime. No lugar de Pieroni assume o delegado Antônio Carlos Garcia, que já atuava na Especializada. Enquanto implanta a DERF em Cuiabá, Pieroni será alvo de investigações da Corregedoria da Polícia Civil em virtude da retomada do caso Leopoldino, que até então era de responsabilidade da esfera federal judiciária. Tanto que os condenados pela morte, a ex-escrevente Beatriz Áreas e o tio dela, Marcos Peralta – já morto – foram condenados pela Justiça Federal como executores do crime. Porém, o ex-titular da DHPP ouviu depoimento de duas pessoas que afirmaram a ele que estariam sendo ameaçados por um terceiro pelo fato de saberem que Leopoldino estava vivendo em um país da América do Sul. Fora isso, Pieroni apreendeu peças odontológicas no consultório onde o magistrado se tratava que não constariam dos exames de arcada dentária feitos no corpo do juiz. Por conta disso, o delegado pediu uma nova exumação dos restos mortais, deferida pela Justiça de Mato Grosso. Quando tomou conhecimento dos fatos, sobretudo da nova exumação – o corpo já havia sido exumado em 2006, quando foi inclusive feito exame de DNA que constatou que o cadáver era do magistrado -, o Ministério Público Federal interveio e pediu à Justiça Federal que cancelasse o novo exame. Na ocasião, acusou o delegado de colaborar com uma farsa, supostamente arquitetada por Josino Guimarães, para dizer que o juiz estava vivo e, assim, anular o caso. Os legistas que fizeram exame do corpo de Leopoldino afirmam, entretanto, que não há duvidas de que o cadáver encontrado em Concepcion e, depois, exumado em 2006, é do magistrado. Nesta semana, Pieroni anunciou que colocaria o posto na DHPP à disposição de seus superiores, assim como todas as informações que juntou sobre o caso para quem quisesse verificar, inclusive à Polícia Federal, que está a cargo da investigação. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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