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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Terça-feira, 09 de Outubro de 2012, 20h:44

FALTA MÃO-DE-OBRA

Obras estão com 950 vagas abertas

Os consórcios empresariais responsáveis pelas obras da Copa de 2014 em Cuiabá precisam contratar, imediatamente, pelo menos 950 trabalhadores. O problema é que não estão encontrando candidatos interessados nas vagas abertas. As dificuldades de mão-de-obra são maiores nas funções de carpinteiro e auxiliar (de pedreiro, pintor e outros), segundo o secretário extraordinário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães. A preocupação é que mais contratações estão se tornando necessárias na medida em que as obras avançam e novos projetos de mobilidade urbana são lançados. Pela estimativa da Secopa, no início do ano que vem serão necessário mais 4 mil operários. Grande parte deste número será empregada nas atividades de execução das linhas do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos). Por causa dos custos e das exigências legais para trazer operários de outros estados, a Secopa e as empresas decidiram pedir ajuda à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), órgão fiscalizador do cumprimento das leis e direitos dos trabalhadores. Por causa da escassez de trabalhadores locais, as empresas chegaram buscar funcionários em outros estados. Como não conseguiam recrutar pessoas de Cuiabá, as empresas se viam obrigadas a trazê-los de outras regiões, principalmente do Nordeste, do Piauí e Maranhão, por exemplo, segundo Luiz Alberto de Mello, gerente do consórcio responsável por uma das construções. A questão é que aqueles que vêm de longe precisam de alojamento para morar e outros serviços complementares, o que acaba elevando os custos da mão-de-obra. Por parte dos trabalhadores, a queixa é sobre o número de horas extras diárias, limitado em duas. Quem chega de outro estado e está longe da família quer trabalhar mais para elevar o rendimento. Na tentativa de preencher as vagas com operários mato-grossenses, a SRTE, Secopa e empresas vão percorrer os bairros periféricos de Cuiabá e as cidades próximas da capital arregimentando trabalhadores. De acordo com Maurício Guimarães, com essa ação querem divulgar as obras, os salários pagos e a oportunidade de capacitação oferecida pelos projetos da Copa. E, assim, despertar o interesse pela vagas. Ele observou que fundamental mostrar que um ajudante geral pode chegar ao fim das obras como uma profissão. Maurício acredita que sobram postos de trabalho porque nem todos sabem conhecem as obras ou acham que os salários são baixos. Ele adiantou que nenhum operário de obras da Copa recebe menos de R$ 1 mil, sem computar horas extras. Além de percorrer bairros, vão abrir discussões e se aproximar dos sindicatos para discutir, entre outras questões, a ampliação do número de horas extras diárias. (AA)

Edição EDIÇÃO 16959




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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