A ausência do cobrador em algumas linhas faz parte do acordo coletivo feito em maio do ano passado com a categoria e que, entre outros itens, prevê estabilidade de um ano ao profissional (o prazo termina em outubro) e capacitação para que sejam reaproveitados em outras funções, como a de motorista. Os dados da MTU, que projetava os 800 pontos apenas para o fim deste ano, mostram ainda que nos últimos anos os locais para recarga saltaram de 35 para 120, além da MTU móvel. Já os assaltos reduziram. Linhas da Grande CPA, que antes da bilhetagem eletrônica registravam uma média de 900 roubos ao ano, hoje contabilizam algo em torno de 50 por mês. O projeto é de autoria do vereador Marcus Fabrício. Procurado pela reportagem do Diário, ele afirmou que em nenhum momento a proposta cita o fim da figura do cobrador dentro dos coletivos. Apresentei o projeto por questões de segurança. Além do cartão, o projeto prevê que sejam instaladas câmaras de seguranças em todos os ônibus. Em Campo Grande, houve uma redução de 85% dos assaltos, justificou. Fabrício entende ainda que a instalação do cartão não impede a presença do trabalhador responsável pelo troco nos coletivos. Tem até que ter o cobrador para que possa revolver algum problema com o cartão. (JD)