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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 03 de Julho de 2010, 15h:21

Mato-grossenses fazem pós-graduação no Paraguai

A proliferação de sistema pós-graduação em universidades de países que fazem parte do Mercosul, especialmente o Paraguai que oferece cursos stricto sensu no período de férias, tem atraído muitos mato-grossenses. Entre as justificativas estão a dificuldade para conseguir vagas nas instituições de ensino locai e as exigências que são grandes: entrevista, análise de currículo, avaliação do potencial e formação intelectual do aluno. A rigorosidade da avaliação assusta alguns candidatos e reprova vários interessados. A enfermeira Lauren Cristiane Leite Ocampos deseja fazer mestrado na área da Saúde. Ela já tentou duas vezes na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde fez a graduação, e também na Fiocruz, onde cursou especialização em “Avaliação em Saúde”. Nas duas ela, não conseguiu. Na Federal, Lauren Ocampos conta que em uma das tentativas chegou até à entrevista e, na outra, conseguiu entrar em um grupo de estudos, mas o docente-orientador teve que deixar a turma. “Na UFMT, você tem que estar inserida dentro de um grupo de estudo de um professor. Tem que ter uma turma fechada. Se você simplesmente chega lá, apresenta o projeto, fica só na entrevista”, acredita. Diante da dificuldade, a enfermeira pensa em fazer o mestrado em Assunção, no Paraguai. Cuidadosa, ela reflete e pesquisa ainda sobre as instituições localizadas em Montevidéu, no Uruguai. Mas, diz que ainda não deu certo por conta do filho de 2 anos, que tinha um ano quando ela tentou na Fiocruz. “Acredito também que não consegui por causa do filho, a gente passa por uma banca de perguntas e a dedicação tem que ser 100%”, comenta. Ela argumenta que outras universidades locais não oferecem programas de mestrado ou mesmo não ofertam vagas na área que deseja. Daí a intenção, de recorrer a alguma instituição de Assunção. E, para isso, precisará apenas mandar documentação, a pré-intenção de pesquisa e, além da matrícula, pagar taxa de mensalidade em torno de R$ 300. As aulas do curso de mestrado e doutorado se desenvolvem em módulos intensivos presenciais nos meses de janeiro e julho. Além da troca cultural, técnica e científica, o estudante pode continuar morando no Brasil. O aluno precisa comparecer às aulas presenciais, mas a pesquisa é realizada no Brasil. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), até abril deste ano, a UFMT chegou com a oferta de 26 mestrados (539 vagas) e cinco doutorados próprios (48) e sete doutorados interinstitucionais (Dinter) nas mais diversas áreas. Para mestrado em Enfermagem, por exemplo, são 23. A maioria é para o curso de Educação (Cuiabá) com 57 ofertas para o mestrado. A pró-reitora de Ensino de Pós-graduação (PROPG) da UFMT, Leny Caselli Anzai, entende que as vagas para um curso de pós não são tão numerosas porque exigem uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado. Ela também explica que os programas têm um quadro de docentes distribuído em linhas de pesquisas e, por isso, os interessados precisam saber se sua proposta vai ter um docente para orientar. “O projeto tem que estar inserido dentro da linha de pesquisa ofertada”, reforçou informando que o processo seletivo se dá por meio de editais, que são públicos e podem ser acompanhados no site da instituição www.ufmt.br.

Edição EDIÇÃO 16959




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