CIDADES
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008, 23h:56
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ESTUDANTES
Mais uma briga de rua
Ontem, alunos de três escolas estaduais pararam na DEA por envolvimento em outro episódio de pancadaria no Centro
ADILSON ROSA E JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
As brigas envolvendo estudantes de escolas públicas da Capital parecem não ter mais fim. Ontem de manhã, o cruzamento das ruas 13 de Junho com Dom Bosco foi palco de mais uma sessão de pancadaria envolvendo estudantes com uniformes das escolas Presidente Médici, Nilo Povoas e Emília Figueiredo. Duas garotas e um adolescente foram parar na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). Conforme o relato de testemunhas, duas estudantes tiveram que sair correndo porque alunos das três escolas saíram correndo atrás delas. As vítimas foram salvas por policiais militares que faziam rondas pelas proximidades. Foram mais de 10 que tentaram agredir, mas somente três foram detidos pelos policiais. Os demais correram no meio da multidão, informou o chefe de operações, policial civil Wlademire Lima Barros. Na delegacia, o delegado Adalberto Antônio de Oliveira ouviu os envolvidos e chamou os pais para entregá-los. O termo de ato infracional (equivalente ao flagrante) será encaminhado para o Juizado Especial Criminal. Anteontem de manhã, uma nova briga voltou acontecer no Presidente Médici. Desta vez, envolvendo apenas alunos da própria unidade. A confusão entre três estudantes de 17 anos, da 7ª série, aconteceu durante um jogo, na quadra de basquete do colégio. REDONDEZAS - Em cumprimento a uma ordem judicial da juíza Cleuci Terezinha Chagas, agentes da Infância e Juventude estão fiscalizando lan houses e casas de fliperamas nas proximidades das escolas estaduais localizadas na região central de Cuiabá. A fiscalização já existe, mas foi intensificada nos últimos dias em função da confusão envolvendo alunos dos colégios Presidente Médici, Cesário Neto e Nilo Povoas. De acordo com o agente Maurício Dias de Moura, estes estabelecimentos têm que obedecer uma distância mínima de 500 metros e não podem permitir a entrada de menores com uniformes. Na quarta-feira, eles estiveram percorrendo os estabelecimentos localizados nas proximidades do Liceu Cuiabano. Não havia adolescentes. Não foi constatada nenhuma irregularidade, disse um dos agentes. Ontem, foi a vez das casas que ficam na região do Nilo Povoas. O adolescente encontrado nesses locais é levado de volta para a casa e entregue aos pais, que são chamados para prestar esclarecimentos ao Juizado da Infância e da Juventude. Em caso de infração, o procedimento é encaminhado à Vara da Infância e Juventude, onde vira um processo. O juiz, então, informa ao Ministério Público e à defesa do estabelecimento que pode sofrer penas, como multa, suspensão de funcionamento e até o fechamento, em caso de reincidências. Ainda ontem, por volta das 11 horas, policiais militares do 1º Batalhão abordaram sete estudantes da Escola Emília Fernandes Figueiredo, ao lado do Cesário Neto, em frente ao colégio Nilo Povoas.