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CIDADES
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012, 20h:26

DRAMA FAMILIAR

Jovem de Colíder está desaparecida há 40 dias

Suzani Gonçalves, 17 anos, saiu de casa para lanchar com amigas e não mais retornou

TAUANA SCHMIDT
Da Editoria/Sinop
Após 39 dias, três protestos clamando resposta e a prisão temporária de um suspeito por vencer, Lenir Gonçalves já não sabe mais onde procurar a filha de 17 anos desaparecida desde o dia 8 de janeiro deste ano. Suzani de Souza Gonçalves saiu da casa da mãe, que mora no centro do município de Colíder (650 km de Cuiabá), por volta das 19h30 do domingo, a convite de amigas, para fazer um lanche em uma lanchonete a poucos metros de casa. Vestindo um short jeans escuro e uma blusa branca, de bicicleta, foi a última vez que Suzani foi vista pela mãe. De lá para cá, a polícia prendeu um jovem suspeito de envolvimento no sumiço da jovem, mas não tem respostas sobre o paradeiro da moça ou o que pode ter acontecido a ela. “Meu Deus, não sei mais o que pensar. Está difícil e dolorido não saber onde minha filha está, como ela está. Só me resta rezar para que, onde ela esteja, que esteja bem, salva”, diz a mãe, em entrevista por telefone ao Diário. As informações levantadas até agora resultaram na prisão temporária, no último dia 3, de José Segala Junior, 28 anos. O jovem, que é funcionário da construtora responsável pela obra da Usina Hidrelétrica de Colíder, teria sido a última pessoa a ver Suzani. Em depoimento à polícia, ele contou que não conhecia a moça e ofereceu carona a ela, naquela noite de domingo, deixando-a na Avenida Marechal Rondon, pois ela teria dito a ele que ia lanchar com as amigas. “Uma amiga dela me disse que viu minha filha, era umas 20h30, passando em frente a essa lanchonete, dentro do carro desse rapaz, um Uno vermelho. Eu não o conheço, não sei de onde é e ele não diz onde está minha filha”, reclama a mãe, descartando qualquer possibilidade de a jovem ter fugido de casa. Um jovem que seria o ex-namorado de Suzani também já foi ouvido pela polícia. “Ela tinha dado um tempo no namoro, parece que não estava mais namorando. E ele [ex-namorado] falou que não a via fazia algum tempo”, contou Lenir. O pai da jovem, Elias de Souza, separado da mãe desde quando Suzani era criança, mora em Curitiba (PR) e está em Colíder para acompanhar as investigações. Suzani também tem um piercing no nariz e outro no umbigo e uma tatuagem de borboleta com uma rosa nas costas, na região da cintura. Ela estudava na 8ª série do ensino fundamental e trabalhava como babá. “Ela estava usando uma correntinha com o nome dela gravado. Se alguém souber onde está minha filha, por favor, avisa, preciso saber o que aconteceu a ela”, clama a mãe, deixando telefone para contato, o 066-9658-2889. As investigações sobre o caso estão paradas, pois o delegado responsável, Sérgio Ribeiro, está de férias.

Edição EDIÇÃO 16959




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