CIDADES
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010, 21h:46
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NOVO PSMC
Hospital passará por nova vistoria, agora do MPE
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, cuja reforma foi inaugurada ontem pela prefeitura, deve passar por uma nova fiscalização nos próximos dias, agora do Ministério Público Estadual. A vistoria será para verificar se as irregularidades apontadas em relatório feito pelo Conselho Regional de Medicina, a pedido do MPE, foram sanadas. O CRM apontou, após vistoria no box de emergência da unidade hospitalar, realizada no dia 23 de maio, que o Pronto-Socorro estava em situação precária e sem condições de atendimento aos pacientes. O presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira, chegou a comparar o atendimento no local a um campo de concentração de guerra e um lugar onde os pacientes são jogados pelo chão e em condições subumanas de atendimento. Dentre as irregularidades, o CRM constatou que os pacientes vinham sendo atendidos de maneira improvisada em macas e cadeiras, não havia local adequado para preparo de medicamentos e não tinha condições mínimas de higiene e proteção para as pessoas atendidas. Citou também banheiros em condições precárias, falta de monitores para os pacientes e medicamentos colocados em recipientes para coleta de secreções, vazamento de água supostamente de esgoto e teto danificado, além de pessoas sentadas em cadeiras de fio, no chão, em bancos e armários pelo corredor. O promotor Ezequiel Borges disse, por meio da assessoria de imprensa, que caso o hospital não tenha tomado providências para acabar com as irregularidades, o MPE vai tomar as medidas judiciais cabíveis. O secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Euze Carvalho, declarou, na semana passada, que os problemas no hospital listados no relatório do CRM são conhecidos da Secretaria de Saúde e que a reforma foi a causa de vários desses problemas. O secretário Carvalho disse que a prefeitura sabia que a situação no Pronto-Socorro ficaria complicada porque nunca houve uma obra desse tamanho no hospital, mas não disse por que providências para evitar o mau atendimento não foram tomadas. A reforma do Pronto-Socorro começou no mês de outubro e seguiu exigências do convênio firmado com o governo federal, pelo programa Qualisus. O investimento nas obras foi de R$ 6 milhões, sendo metade do valor destinada às obras estruturais e a outra metade, para novos equipamentos. O número de pessoas atendidas antes da reforma era de 18 mil por mês. Durante as obras, o atendimento foi reduzido a menos da metade desse número. O diferencial da obra é o conceito de atendimento baseado na assistência de urgência e emergência, finalidade principal da unidade. O fluxo de atendimento passa a ser organizado por cores que dão conta da gravidade clínica do paciente. A obra entregue ontem ainda vai passar por desinfecção hospitalar e começa a funcionar plenamente na próxima segunda-feira.